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O professor da indústria Alexandre Figueira Rodrigues

Criado por decreto pelo então presidente Getúlio Vargas, em 22 de janeiro de 1942, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) tinha como objetivo formar mão de obra para trabalhar na indústria de base que se formava no País. O processo de industrialização brasileira, que avançou a partir da década de 1950, contou com a participação decisiva do setor têxtil.
O Centro de Tecnologia da Indústria, Química e Têxtil (Cetiqt) inaugurado no Rio de Janeiro, em 1949, foi a primeira unidade do Senai a preparar professores, em vários níveis, para ensinar os futuros profissionais que atuariam na indústria nacional. Única escola têxtil da América Latina a ter uma fábrica com laboratório completo de fiação, tecelagem, malharia, enobrecimento e planta piloto de confecção – inaugurada em 1970 – O Senai/Cetiqt foi também o primeiro a oferecer cursos de nível superior como Engenharia Industrial Têxtil e Design de Moda. Muitos dos alunos que por lá passaram chegaram a gestores e alguns conquistaram postos de liderança em grande indústrias, como Agnaldo Diniz Filho, que além de ser diretor-presidente da Cedro e Cachoeira, preside também a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção(Abit).
Dos 62 anos de existência do Senai/Cetiqt, mais da metade foram acompanhados de perto por Alexandre Figueira Rodrigues, o professor Alexandre, como é conhecido e respeitado no meio. Natural de Bom Jardim, região serrana do Estado do Rio de Janeiro, casado, 65 anos, 2 filhas e 4 netos, Figueira é obstinado pela educação. “Os desafios que o Brasil enfrentará são muito grandes. Demos apenas o primeiro passo com a estabilidade e o crescimento econômico, mas para sermos de fato uma nação desenvolvida será necessário investir na formação de mentes criativas, decodificar a inovação e democratizar o conhecimento”, ensina.
Graduado em Engenharia Têxtil no Brasil, pós-graduado em Tecnologia Têxtil pela Universidade da Carolina do Norte (EUA) e pedagogo com Habilitação Plena ao Magistério, Alexandre Figueira tem um currículo extenso de realizações e vem testemunhando a evolução do Senai/Cetiqt desde 1966, quando era aluno do curso técnico têxtil. Diretor geral da instituição, desde janeiro de 2002, posto que exerceu pela primeira vez no período de 1983 a 1992, Figueira também já foi diretor geral do Departamento Nacional do Senai entre 1992 a 2000, contribuindo para redefinição do foco estratégico da organização que é apoiar o aumento da competitividade da indústria brasileira. Longe do estigma de burocrata que geralmente acomete os que exercem cargos administrativos, o professor Alexandre transparece vitalidade e está sempre em busca de novos projetos e desafios. Aposentadoria? Nem pensar.
“Só paro se acabar a energia (risos). O Senai é decisivo para o fortalecimento da indústria brasileira e meu compromisso é com a educação. Criamos oito novos cursos e estamos implantando uma rede unificada de laboratórios para desenvolver ações inovadoras nas áreas de nano e biotecnologia que dará suporte não só ao têxtil, mas também aos setores de couro, automobilístico, entre outros. Lançamos uma revista eletrônica que já teve mais de 2 mil acessos pela internet e, além disso, já está em fase de implementação o Instituto de Fibras Químicas e Materiais Têxteis e Nãotecidos, que deverá ser inaugurado em 2012”, adianta ele, que nos recebeu em sua sala de trabalho, na sede do Senai/Cetiqt, no bairro do Riachuelo, no Rio, para esta entrevista exclusiva. Acompanhe.

Textilia: Antes de ser tornar professor, que atividade exercia? O senhor trabalhou na indústria têxtil?

Alexandre Figueira: Sim, fui estagiário e técnico têxtil. Na década de 1970, trabalhei da Sudantex, Rio de Janeiro (grande fábrica de tecidos com sede em Teresópolis e no Rio de Janeiro, que encerrou suas atividades em 2006). Cursei engenharia e cheguei a trabalhar como consultor de indústrias. Tendo me especializado em Habilitação Plena para o Magistério, entrei, em 1972, no Senai/Cetiqt como professor assistente e, a partir daí, decidi pela carreira na área de educação.

Textilia: Por ser pioneiro, o Senai/Cetiqt é referência nacional no ensino têxtil. Nestes anos de história, quais foram os principais avanços em relação à formação profissional?

Alexandre Figueira: Nos últimos oito anos a instituição investiu pesadamente na área educacional. Até então, tínhamos um curso técnico têxtil, em áreas como fiação, tecelagem, malharia, acabamento e confecção; um curso superior em Engenharia Industrial Têxtil e algumas dezenas de cursos de extensão. Hoje, temos oito cursos superiores reconhecidos, em áreas como Engenharia Têxtil, Produção e Química, Administração, Design de Moda e de Superfícies, Artes com ênfase em Figurino e Indumentária, e um Curso Superior de Tecnologia de Produção do Vestuário com ênfase em Modelagem. Oferecemos também cinco cursos de pósgraduação presencial e dois cursos à distância, além de colocar à disposição mais de uma centena de cursos de curta duração, pagos e gratuitos. Para os próximos anos, ampliaremos os cursos técnicos em outras áreas, além de oferecer também mais cursos de tecnologia e de bacharelados. Nossa
intenção é chegarmos a 13.000 matrículas/ ano até 2014.

Textilia: Quantos alunos formados pelo Sena/Cetiqt conseguem vaga no mercado de trabalho?

Alexandre Figueira: A primeira turma formada nesta instituição tinha apenas oito alunos.
Hoje, o Senai/Cetiqt tem 9.800 matriculas/ ano, sendo 7 mil presenciais nos campus Riachuelo e Barra as Tijuca (unidade inaugurada em 2005) e 2.800 matriculados nos cursos à distância , nos programas de pós –graduação e nos cursos in company. Eu diria que 70% dos nossos alunos são aproveitados  no mercado de trabalho, tanto os de nível técnico quanto de nível superior.

Textilia: Dos cursos oferecidos, quais os que têm a maior procura e por qual razão?

Alexandre Figueira: A moda tem um glamour e um apelo de mídia muito forte, por isso, atualmente, o mais procurado em todo o Brasil é o Curso de Design de Moda. Porém, estamos verificando que os cursos de Engenharia, principalmente o de Produção, e também o curso de Química começam a ter uma procura bastante interessante. Isto reflete o momento que a economia brasileira está vivendo, em função de alguns investimentos em infraestrutura nas áreas de petróleo e gás, principalmente no Estado do Rio de Janeiro.

Textilia: No Brasil formam-se muito mais estilistas do que o mercado absorve, ao mesmo tempo, a indústria carece de costureiras e operadores de máquinas. Como atrair os jovens para estas profissões e atender as reais necessidades da indústria?

Alexandre Figueira: A cadeia têxtil/confecção sempre teve bons e maus momentos, e algumas profissões, que no passado requeriam menos escolaridade, como a de costureiro, foram perdendo o seu encantamento por parte da sociedade. Eu penso que é preciso haver uma mobilização do setor industrial no sentido de valorizar ainda mais profissões como modelistas e costureiras, pois sem estas, o desenho não sairá do papel. É preciso evidenciar que a profissão de costureiro hoje mudou, requer mais conhecimento e, em alguns casos, pode ser até melhor remunerada que outras profissões.

Textilia: Que contribuição efetiva o Senai/ Cetiqt deu à expansão da cadeia têxtil brasileira?

Alexandre Figueira: Nos últimos anos o Senai/ Cetiqt tem sido fundamental na estruturação das políticas públicas setoriais desenvolvidas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, por intermédio dos estudos oferecidos pelo Instituto de Prospecção Tecnológica e Mercadológica da nossa instituição. Além de apoiarmos os diversos sindicatos patronais em suas reflexões estratégicas, também contribuímos com uma avaliação do posicionamento do setor têxtil, seja em nível nacional ou internacional. Desenvolvemos um trabalho em convênio com o Sebrae nacional, que leva informação e know-how às micro e pequenas indústrias de confecção de quase todos os estados da federação, atendendo semestralmente a demanda de mais de 7.000 empresas. Este trabalho visa o fortalecimento da indústria do setor por intermédio da agregação de valor aos produtos e processos da cadeia produtiva.

Textilia: Estudo feito pela Fiesp revela que a indústria paulista registrou o fechamento de 13 mil vagas no mês de agosto. Entre os setores que apresentaram maiores quedas está a indústria têxtil, com -1,7%. Qual o impacto que a crise econômica provoca na procura por cursos na área têxtil/moda?

Alexandre Figueira: O impacto negativo na indústria tem sido provocado pelo aumento crescente das importações de têxteis e vestuário. E isto não se resolverá com taxação, pois o mercado é globalizado. O Brasil precisa de reformas estruturais – redução de carga tributária e dos custos de mão de obra; energia mais barata, taxa de juros menores e logística eficiente. Mas acima de tudo, necessita de um planejamento estratégico para se desenvolver de forma sustentável. E isso passa primeiro pela educação. Não adianta remendos e nem improvisos. O problema educacional no País é sério. Metade da população economicamente
ativa tem no máximo cinco anos de escolaridade. Comparando com outras nações emergentes estamos em grande desvantagem. Para se elevar o nível médio e superior, precisa, primeiro consolidar o ensino base.

Textilia: Observando o grau tecnológico das máquinas apresentados na ITMA 2011, e o emprego da nanotecnologia em fios e acabamentos, o que falta às indústrias têxteis para serem “objeto de desejo” dos profissionais do futuro?

Alexandre Figueira: Arriscar mais em investimentos de inovação tecnológica para produtos e processos, a partir de um entendimento de que para isto, a aproximação entre indústria e universidade deve ser mais profunda e sistêmica do já foi feito em toda a história de indústria nacional. Ao compararmos o grau de maturidade do risco das empresas estrangeiras em inovação e design, o benefício obtido com os produtos e processos que conseguiram agregar valor
às suas ações mercadológicas, foi muito maior do que o que foi investido no início do processo. Estou convencido de que, num mercado onde a competição global é cada vez mais acirrada, quem quiser sobreviver terá que se reinventar. Toda inovação vem do anseio da sociedade de buscar algo diferente, que desperte desejo e emoção. Neste contexto, eu penso que a indústria têxtil não vai acabar, mas sim, se transformar.

Textilia: Quais os desafios do setor para atender às exigências do mercado globalizado?

Alexandre Figueira: O desafio é se atualizar  permanentemente para não ficar a reboque do desenvolvimento. O grande potencial do Brasil é seu mercado interno, que hoje todos os países almejam. A indústria têxtil brasileira precisa  trabalhar forte na área de desenvolvimento, competitividade, design e novos materiais, não se limitando apenas ao algodão. Com o crescimento econômico, o País certamente aumentará seu consumo têxtil, passando dos atuais 13 a 14 quilos per capita para algo em torno de 16 quilos entre 2014 e 2016. Se a indústria nacional não corresponder, este consumo será suprido por importações.

Textilia: Dentro deste contexto, quais as metas do Senai/Cetiqt para a próxima década?

Alexandre Figueira: Não podemos ficar restritos à fiação, tecelagem, malharia e tinturaria. Queremos que o Senai/Cetiqt seja uma organização capaz de responder às exigências do universo têxtil em toda sua abrangência. Veja, 60% dos produtos para casa são têxteis; 12% dos ítens que compõem um automóvel são estruturas têxteis e nãotecidos. Além de cursos voltados para o design de superfícies (cerâmica, móveis, couro, estamparia, etc.) e da implantação
do Instituto de Fibras Químicas, Materiais Têxteis e Nãotecidos – previsto para meados de 2012 -, estamos projetando uma incubadora de empresa de alto desempenho, rigorosamente voltada para o desenvolvimento de produtos inovadores, que deverá entrar em operação no final de 2013. Para avançarmos nesta direção, criamos em 2010 o Comitê Internacional de Pesquisa, Design e Inovação do qual fazem parte professores e especialistas de renomados
institutos de pesquisa e universidades estrangeiras. O Senai/Cetiqt teve no passado o desafio de aprisionar conhecimento e internalizá-lo no País, para criar massa crítica que até então não existia. Hoje, sua missão é contribuir para que a indústria têxtil/confecção/moda esteja inserida na nova ordem econômica, e preparada para competir em igualdade com os grandes players do mercado mundial.

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Por: Marcia Mariano

Data de publicação: 01/02/2012

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