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Perspectivas e desafios para a cadeia de valor

Belo Horizonte recebeu a quarta edição do Congresso Internacional da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), que teve como tema: “Fim das fronteiras: da criação ao consumo”. Na avaliação do presidente da entidade, Fernando Pimentel, que abriu oficialmente os trabalhos, o principal objetivo do encontro foi aprofundar na nova visão de cadeia produtiva. “Hoje, quando nos referimos à cadeia têxtil e de confecção, não estamos falando apenas de indústria e comércio, mas de um ecossistema que converge com outras áreas, para levar ao consumidor novas experiências, valor agregado e sustentabilidade ao nosso setor.” A convenção, realizada nos dias 22 e 23 de outubro como parte da programação do Minas Trend, reuniu cerca de 400 pessoas entre autoridades, profissionais do setor, empresários e imprensa no auditório montado no Expominas. A realização do evento na capital mineira, paralelo ao 25º Minas Trend, foi resultado de uma parceria entre a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Abit. Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, esta edição refletiu o novo momento do Minas Trend e sua consolidação como a mais importante plataforma de geração de negócios para a indústria da moda nacional. “Ampliamos o fomento aos negócios, fortalecendo o Salão, e também acrescentamos ao evento o lançamento de produtos da indústria mineira em diferentes setores”, pontuou Roscoe, destacando também a presença de expositores de outros estados, como é o caso do Coletivo Alagoas, formado por 11 marcas que são referência em vestuário e acessórios em AL. Com a temática “Tecendo Futuros”, a direção criativa Minas Trend mostrou o algodão como fio condutor de toda a cadeia produtiva da moda e suas perspectivas. Roscoe aproveitou para anunciar que lançará uma feira têxtil nacional, a ser realizada junto com a próxima edição do Minas Trend, em 2020, com novo layout e custos reduzidos para atrair mais expositores para o evento.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, prestigiou o evento, dizendo que o governo estadual tem focado em ações que visam ao crescimento econômico. “Por conta de políticas equivocadas, criou-se uma série de obstáculos a quem gera empregos no Brasil. Mas, apesar das dificuldades, a economia mineira está reagindo. No primeiro semestre deste ano, foram criadas 110 mil vagas de trabalho no estado, e os primeiros resultados já começam a aparecer. Estamos agindo, também, na simplificação tributária e na agilidade das licenças ambientais”, enfatizou. Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais e presidente do Conselho Consultivo do Senai-Cetiqt, por sua vez, falou da relevância do setor têxtil e de confecção para a economia brasileira. “Trata-se da indústria responsável pela geração de quase 6 milhões de empregos no Brasil.” Diniz reconheceu que existe hoje no país uma agenda positiva para melhorar o ambiente de negócios, como a queda estrutural na taxa de juros, decisiva para reduzir o custo da indústria nacional. “Com certeza, seremos mais competitivos que no passado”, disse. Porém, a provável redução das tarifas de importação de manufaturados, antes de um ajuste interno promovido pela reforma tributária, preocupa o setor têxtil. Os custos de energia, cujas tarifas subiram em 20% no último ano, também foram motivo de críticas por parte dos empresários. “Não somos privilegiados por proteção do governo. Ao contrário, temos que nos mobilizar para pressionar e mostrar aos políticos a importância econômica e social do nosso setor. A indústria de transformação brasileira contribuiu mais com impostos do que o agronegócio, ou seja, enquanto a indústria paga em tributos o equivalente a 44,8% do PIB do setor, a atividade agrícola paga 6%”, disse Diniz Filho, que já ocupou a presidência da Abit, por dois mandatos consecutivos, de 2008 a 2010 e de 2011 a 2013, e pertence à terceira geração da família que, em 1872, juntamente com outros sócios, criou a então Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira – hoje, Cedro Têxtil, a mais antiga indústria têxtil brasileira em atividade.

Quebrando as barreiras

Rodrigo Damiano, sócio de consultoria em operações e supply chain da consultoria PWC, em sua palestra de abertura do Congresso da Abit, falou sobre a velocidade e abrangência da atual revolução tecnológica e seu impacto nas cadeias produtivas. “Temos visto muitas mudanças tecnológicas e todas irão alterar a maneira como fazemos negó- cios.” Segundo ele, o que se vê hoje é uma busca por eficiência no processo produtivo e o compartilhamento de recursos entre as empresas de setores diferentes. No setor têxtil, o executivo previu: “Nos próximos dez anos, 10% das pessoas irão usar roupas conectadas à internet, a impressão 3D deverá estar presente no processo fabril global têxtil e de calçados, facilitando a customização em massa. Então, o que no passado era a economia de escala, no presente e no futuro será a busca das empresas para atender às necessidades individuais do consumidor”. Damiano destaca que os fatores que impulsionam a onda tecnológica são o blockchain, tecnologia de registro onde é possível se fazer a validação de documentos por meios digitais, como contratos de serviço ou bens; IoT (internet das coisas), robótica, inteligência artificial, realidade aumentada, o uso de drones e impressão 3D. O especialista disse ainda que, na corrida tecnológica global, o Brasil está no meio do caminho para alcançar essas novidades. “As universidades brasileiras pre- cisam se atualizar rapidamente para capacitar os profissionais e auxiliar as indústrias nessa nova etapa. É um desafio para os empresários, mas que depende também da recuperação da economia brasileira, pois o acesso às novas tecnologias requer muitos investimentos.”

Termômetro tecnológico

Realizada em todas as edições do congresso, uma pesquisa interativa feita pela Abit sobre o foco de investimentos das indústrias do setor têxtil/confecção para 2020 revelou que 41,78% dos presentes responderam que deverão investir na automação da produção, no bigdata, para obter insights que levem a melhores estratégicas de negócio, e na inteligência artificial, para incrementar os serviços. No quesito sobre se as empresas estão preparadas para lidar com as demandas do consumidor no universo tecnológico, 36,84% responderam ter conhecimento das exigências dos consumidores, mas que a atuação no mercado brasileiro ainda está aquém dos níveis desejáveis. Já sobre sustentabilidade, 47,73% disseram que as indústrias do setor têxtil estão alinhadas com as práticas sustentáveis de produção e responsabilidade social.

Fibras têxteis

No painel “A Transformação dos Materiais”, em que especialistas nacionais e internacionais falaram sobre inovações em fibras, o desta- que foi a apresentação de Carlos Gonzalez, diretor do setor de fibras da Wood Mackenzie, empresa global fundada no Reino Unido, que realiza pesquisa em energia e produtos químicos renováveis. Falando sobre o cenário da América Latina, Gonzalez disse que a região é competitiva em produzir commodities, mas ainda deficitária em produtos tecnológicos. Segundo ele, o poliéster lidera o consumo mundial de fibras têxteis, com aproximadamente 55 milhões de toneladas das 100 milhões de toneladas consumidas no mundo, mas na América Latina a predominância é do algodão, especialmente no Brasil, onde a produção tem se multiplicado nos últimos anos. “Enquanto no mundo a proporção de consumo industrial é de 56% poliéster e 26% algodão, na América Latina é de 38% poliéster e 46% algodão.” Gonzalez observou, porém, que há um crescimento vertiginoso das fibras de viscose, oriundas de florestas certificadas, devido à tendência de sustentabilidade, enquanto as fibras sintéticas, produzidas a partir de polímeros plásticos, viraram alvo dos ambientalistas por causa dos resíduos têxteis gerados.

No mesmo painel, Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras do Senai-Cetiqt, anunciou que a pesquisa de novos materiais da instituição está focada em fibras celulósicas que deverão entrar no mercado nos próximos anos. “A busca por funcionalização das fibras têxteis, por meio de aditivos, aliada à exigência cada vez maior de produtos com base em matéria-prima renovável ou reciclada, faz com que a viscose venha substituir as fibras sintéticas na produção têxtil.” Ele apresentou como novidades, que estão sendo desenvolvidas no Brasil, as fibras de celulose obtidas do bagaço da cana de açúcar e a fibra do ouriço da castanha do Pará. “O Brasil é grande produtor de cana e, todos os anos, milhões de toneladas de bagaço, que seriam descartadas, podem ser reutilizadas como fonte de matéria-prima renovável para a indústria têxtil, com custo muito inferior do que as celuloses oriundas da madeira”, argumentou o professor, acrescentando que, além das fibras, o Instituto Senai já está realizando testes com os primeiros solventes para tratamento do bagaço de cana destinado à fiação a úmido. “Futuramente, vamos disponibilizar as instalações do nosso laboratório para a indústria fazer prototipagem destas novas fibras.”

Encerrando o painel, Raul Fangueiro, coordenador da Fibernamics, plataforma de desenvolvimento da Universidade do Minho de Portugal, que desenvolve materiais avançados para as áreas de defesa e medicina, apresentou estruturas fibrosas auxéticas avançadas para várias aplicações industriais, que possuem grande capacidade de absorção de energia e são 20% mais leves que materiais convencionais. As estruturas auxéticas podem ser usadas tanto na reabilitação e reforço de elementos existentes ou na construção de novas estruturas. Fangueiro também apontou como revolução o uso de nanopartículas de grafeno nas fibras têxteis para conferir funcionalidades como armazenagem e condutividade energética, capacidade antibacteriana e proteção UV nos tecidos. “Hoje, já temos sensores inse- ridos em têxteis que podem ser lavados e passados. Agora estamos buscando baterias de longa duração e flexíveis para a capaci- dade condutora dos têxteis. O grafeno, por suas características, é fundamental neste desenvolvimento.” No final da apresentação, concluiu-se que a capacidade de combinar fibras têxteis com outros materiais para gerar produtos inovadores levará a indústria têxtil a um novo patamar tecnológico. 

Produto sob encomenda

No segundo painel, que tratou sobre produção sob demanda, as empresas de varejo de moda Hering e Hugo Boss apresentaram ações práticas como monitoramento do consumidor dentro das lojas, para gerar informações que antecipem a produção de peças sob encomenda e o uso de inteligência artificial, para tomada rápida de decisões, e robotização das fábricas para facilitar o fluxo de operação na confecção. Laurent Aucouturier, sócio da consultoria Gherzi, especializada em análises do mercado têxtil, instou os presentes a pensarem no novo paradigma da indústria: vender antes de produzir. “Essa nova realidade muda todo o conceito de produção ao qual estávamos acostumados por décadas, onde a indústria produzia sua coleção e o consumidor comprava. Agora, é preciso saber primeiro o que o consumidor quer e oferecer a ele condições de influenciar na concepção do produto, como cor, tipo de material, estampas etc.” Ele também destacou que a produção sob demanda visa atender à exigência, cada vez mais forte, de uma moda sustentável, que garanta melhor qualidade, maior longevidade das peças, menos geração de descartes nas confecções e design que privilegie o reaproveitamento ou a recicla- gem das peças. “A produção sob demanda derruba o tabu na indústria de que para ter lucratividade é preciso produzir volume, de forma rápida e barata. Hoje, 50% dos produtos de moda são descartados após um ano de uso. Estima-se que em 2030 esse descarte atinja a soma de 138 milhões de toneladas de têxteis descartados no ambiente.” Aucouturier, porém, observou que o sob demanda é uma realidade factível apenas para os grandes varejistas de moda. “Nem todos os segmentos de vestuário estão preparados para absorver o on demand. Todavia, todos os que atuam no setor devem, sim, pensar seus produtos de forma sustentável e se integrar em rede com seus fornecedores.”

Impactos no mercado brasileiro

No segundo dia do evento, Guilherme Machado, analista sênior da Euromonitor, apresentou uma completa pesquisa com dados globais e locais sobre o consumo de itens de moda nos últimos tempos e expectativas de compras. “O vestuário é protagonista dentro da indústria de moda. Essa categoria representou 56,8% de todo o setor em 2018”, disse, fazendo um questionamento: “Embora haja tendência de declínio nas populações dos países desenvolvidos, sempre haverá gente nascendo no mundo. E como equacionar esta realidade com a produção sustentável?”. Ele alertou para o crescimento do mercado global de roupa infantil. “Em termos de valor consumido, o vestuário para crianças passou de 11,5% em 2016 para 11,9% em 2019. Esse aumento se dá pela Índia e China, esta última por conta da flexibilização da política chinesa de filhos. Isso ajuda a entender a expansão desse segmento”, disse. 

Com relação ao mercado brasileiro, Machado afirmou que o país tem potencial de consumo, mas alertou para o fato da renda média baixa. “O Brasil tem uma grande indústria têxtil e de confecção, a maior da região das Américas. Porém, devido à crise econômica (dos últimos anos), o poder de compra da população caiu. Se antes as pessoas gastavam 6% da renda com roupas, hoje esse gasto foi reduzido a 4,8%, enquanto 20% são destinados a transporte e alimentação.” O analista também disse que o jeans lidera o consumo brasileiro de vestuário, seguido por moda praia e roupa infantil, e apontou a sustentabilidade, digitalização e personalização como os três pilares a ser explorados pela indústria de confecção para atender a demanda.

No último painel, apresentado no segundo dia do Congresso da Abit, o tema “Hibridização dos produtos e serviços” foi abordado por Antonio Braz Costa, diretor-geral do Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário (Citeve), de Portugal, e pelo empresário Gabriel Zandomênico, sócio-fundador da Oficina Reserva e pelo CEO da Track&Fields, Tulio Landin. Braz Costa começou alertando a plateia que, daqui para frente, os produtos terão que estar associados a algum tipo de serviço ao cliente. Ele apresentou como megatendências no setor têxtil e de vestuário a busca pelo lifestyle e consumo consciente, a liberdade do consumidor de interferir no processo criativo a partir das plataformas digitais e a exigência por novas experiências de compra. “A sociedade mudou: a posse de bens materiais não é mais um objetivo de vida, e o processo de compra passa ser uma experimentação. Por isso, as soluções híbridas tendem a ser eficazes neste contexto.” Braz Costa citou como exemplo de negócio híbrido empresas que não fabricam nada, mas são líderes no mercado em que atuam, como a TEXhub, plataforma global, interligada em rede com produtores têxteis de todo mundo, que oferece soluções personalizadas para necessidades específicas de designers e confecções. Hoje, segundo ele, a empresa é a maior fornecedora de têxteis em Portugal. Outro exemplo é a empresa unicórnio, startup de US$ 5 milhões, especializada em marcas de luxo como Gucci, Burberry e Dior, que disponibiliza em sua plataforma peças com design a preços promocionais. No Brasil, Gabriel Zandomênico destacou que a empresa já oferece serviços customizados, citando como exemplo a loja Oficina Reserva, voltada para moda masculina, que oferece consultoria de estilo e ateliê de costura onde é possível fazer camisa social sob medida para seus clientes. Já a Track & Fields, especialista em fitness e moda praia, criou um serviço relacionado à atividade física, com a realização, em parceria com patrocinadores, de um circuito de corridas em que o cliente se inscreve para participar e retira um kit esportivo nas lojas da marca. “Nossos clientes são conectados com a tecnologia e estão sempre em busca de novas experiências no relacionamento com a empresa”, comenta Tulio Landin.

Finalmente, na palestra de encerramento do evento, João Paulo Cunha, gerente da consultoria Locomotiva, apresentou uma pesquisa sobre consumo pela lógica da demanda, com abordagem no varejo de moda. Segundo ele, a realidade do mercado brasileiro é bem diferente do que apontam as sondagens em outros países. No que se refere à chamada vida saudável, por exemplo, enquanto 45% das pessoas buscam dieta balanceada, 57% não abrem mão de comer doces e frituras. A decisão do consumidor brasileiro na hora da compra de vestuário é a percepção do toque do tecido. O dado mais relevante, apresentado por ele, é que, com a crise econômica vivida no país, 24% dos entrevistados disseram ter deixado de comprar roupas ao estarem em dificuldade financeira. Já 42% compram a mesma quantidade de peças, porém de marcas mais baratas, e 29% consomem as mesmas marcas, mas em menor quantidade. Cunha disse ainda que as propagandas de moda são quase que massivamente voltadas aos jovens, embora a população brasileira esteja envelhecendo mais rápido do que em décadas anteriores. “Hoje, de acordo com o IBGE, um quarto da população tem acima de 50 anos. São ao todo 54 milhões de pessoas, e este número deverá dobrar até 2050.” Ele também critica a gap de imagem em relação às marcas de moda. “Temos uma descone- xão entre propaganda e o que é a realidade. Assim, a dificuldade de lidar com o novo consumidor brasileiro está em romper com a dissonância cognitiva entre quem produz e quem consome a comunicação.” Segundo ele, em 2001 as classes A e B representavam a maioria que tinha acesso à internet. Hoje, com a popularização dos smartphones, 70% dos que estão conectados são das classes C e D, porém, só 2% leem ou falam inglês, o que dificulta o entendimento de muitos termos utilizados na comunicação com estes consumidores. “A moda tem que avançar com a inovação, mas não pode se desconectar da realidade”, aconselha Cunha.

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Publicado em Revista Textília - Edição 114
Por: Marcia Mariano

Data de publicação: 05/12/2019

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