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Uma visão holística da pandemia sob a ótica da cadeia têxtil

Três dos maiores líderes empresariais do setor têxtil/vestuário brasileiro analisaram o momento atual e as perspectivas da indústria para os próximos meses, após o fim da quarentena. Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas; Flavio Rocha, presidente da rede de varejo Riachuelo e Ricardo Steinbruch, diretor do Conselho Administrativo da Vicunha participaram de uma das mais concorridas videoconferências, realizadas por Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), cuja transmissão alcançou uma audiência recorde, com 900 visualizações.

Para além das preocupações com a crise provocada pela pandemia, manifestada por diversos empresários, especialistas, executivos e profissionais da cadeia têxtil, entrevistados pela Abit ao longo da série de webinar, promovida entre os meses de abril e maio, o foco desse encontro foi apresentar uma visão holística do momento e as estratégias das empresas para a retomada dos negócios, visando sobretudo as expectativas dos consumidores.

Ação e reação

Flávio Rocha, que comanda a maior empresa de moda do Brasil, englobando rede varejista com 320 lojas físicas, e-commerce e duas fábricas em Natal e Fortaleza, do grupo industrial familiar Guararapes, aponta que durante os mais de 60 dias em que o comércio foi paralisado, por conta do isolamento social,  registrou-se uma queda de vendas na ordem de 90%. Otimista, ele diz que quando houver retomada, “o consumidor voltará a celebrar a vida”, e estará disposto a ir às compras, porém, com cautela. Reconhecendo que o coronavírus é perigoso, mas que houve um certo pânico disseminado pela mídia, Rocha diz que a Riachuelo conseguiu adaptar suas coleções e que o e-commerce alavancou as vendas durante a paralisação. “Na Riachuelo, nossa venda digital cresceu 500%, muitas delas, vindas de clientes que não comparavam antes na internet. Essa pandemia nos trouxe muitas lições e uma delas, foi o aprimoramento da relação digital com o consumidor.  Durante o fechamento das lojas físicas, nossos vendedores passaram a trabalhar em home office e conseguiram bons resultados de vendas, por meio de aplicativos e do WhatsApp”.

Embora tenha operações em Xangai, que segundo Flavio Rocha, representa 25% do fornecimento, o abastecimento de suas lojas é feito majoritariamente com produtos nacionais. Ele acredita que a valorização do dólar vai impedir a importação em massa no Brasil de vestuário importado, especialmente da Ásia, e defende maior integração da cadeia de valor brasileira. “A Riachuelo é totalmente nacional.  Dos players do varejo de moda, somos a que menos depende de produto importado. Nós prezamos a velocidade de entrega do produto na loja, não dá para esperar mercadoria que leva seis meses para chegar ao ponto de venda. Nosso fornecedor é predominantemente brasileiro”. O empresário disse ainda que pretende acelerar o Projeto Pró-Sertão, que visa levar a etapa de costura para pequenas cidades nordestinas, descentralizando a confecção para gerar mais emprego no Brasil. “Em nossas fábricas manteremos a tinturaria, a tecelagem e o corte. Atualmente, nossa empresa produz cerca de 11 milhões de peças comercializadas em nossas lojas. O fast fahion obriga você a se reinventar sempre, ser ágil e capaz de desenvolver uma coleção nova por dia, para dar resposta ao consumidor. Por isso, temos mais flexibilização para lidar com mudanças de calendário e refazer nossas coleções, conforme a demanda. Nos preparamos para isso”.  

O novo normal

Ricardo Steinbruch, diretor da Vicunha, empresa que responde por 40% da produção brasileira de denim, e uma das maiores produtoras mundiais do segmento jeanswear, diz que a crise do coronavírus é a mais grave que o mundo já viveu, pois atacou a saúde e a economia ao mesmo tempo. “Estamos negociando com fornecedores e clientes, fazendo o possível para acomodar a situação. O custo da fábrica é alto. Temos estoques e 50% dos insumos da produção têm os preços em dólar. Com o câmbio valorizado, isso impacta nossos custos. As fábricas de Natal (RN) da Vicunha estão operando com protocolos de segurança. Mas se o comércio não reabrir nas próximas semanas, será difícil sustentar. Muitas empresas grandes também estão com falta de crédito”.

Embora seja uma empresa B2B, a Vicunha vem aprimorando, cada vez mais, sua comunicação com o consumidor final e esta estratégia foi intensificada durante a quarentena. “Nós lançamos um mostruário digital para os clientes. A tecnologia é irreversível e a aderência ao home office foi imediata entre nossos colaboradores. Porém, o produto têxtil nunca vai prescindir da loja física. Sem comércio é difícil a indústria voltar a rodar em sua plenitude. Teremos que nos habituar a conviver com o novo normal, que fará parte da nossa rotina. E o novo normal é conviver com esta situação do vírus”.  Steinbruch lembra que a pandemia chegou Brasil no momento em que o setor estava se recuperando.  Ele acredita que a retomada não será rápida, mas aos poucos, as condições de volta à normalidade estão se formando. “Eu creio que a indústria têxtil/vestuário terá preponderância na indústria da transformação, com a volta das atividades. Contudo, teremos que aplicar protocolos rigorosos de higiene e prevenção, que protejam consumidores e colaboradores, quando as lojas voltarem a funcionar.  Novas tecnologias vão nos ajudar a viver esse novo normal”.  O diretor da Vicunha avalia que a crise será longa e que haverá um reposicionamento das compras na cadeia têxtil mundial. “Clientes da Europa, que antes compravam na Ásia, já estão olhando para o Brasil como alternativa, já que temos todos os elos de produção dentro do país. Porém, é necessário o Brasil se conectar à cadeia de fornecimento global, para poder aproveitar as oportunidades que irão surgir”.

Omnichannel é a saída

Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas, maior empresa brasileira têxtil, com operações nos Estados Unidos e Argentina, líder no segmento de cama, mesa e banho nas Américas e detentora de várias marcas de têxtil-lar, também concorda que teremos que aprender a viver o novo normal. “Existe um mundo hoje com covid-19 e essa é uma realidade, por mais dura que seja. Não podemos ter medo a ponto de ficarmos paralisados. Temos que defender a saúde sim, mas não podemos ficar em estado de pânico permanente. Franklin Delano Roosevelt (presidente dos EUA na década de 1930) disse certa vez: ‘a única coisa que devemos temer é o próprio medo’. É um ensinamento que estimula a pensamos nos dias de hoje”.

A Coteminas é uma empresa têxtil integrada, da fiação ao varejo, e esta é uma vantagem na visão do seu proprietário. “No pós-quarentena, a valorização do produto nacional será importante. Temos condições de abastecer o mercado interno e também exportar, se conseguirmos aproveitar nossas vantagens comparativas como matéria-prima nacional, mão de obra qualificada, tecnologia dominada, escolas nacionais de bom nível, estilistas criativos e marcas fortes. Tudo isso nos ajudará, também, a promover nossos produtos no exterior”.  No entanto, Josué Gomes da Silva ressalta: “É necessário uma Reforma Tributária urgente para acabar com o cipoal burocrático e impostos punitivos que afetam a competitividade da indústria nacional”. Para ele, a crise fez com que muitas empresas brasileiras acelerassem a digitalização nesse período de pandemia. Porém, por mais que o e-commerce cresça, nada substituirá o varejo físico na sua opinião. “O Omnichannel será o modelo ideal na retomada, pois combina a loja física com a virtual. Nosso produto é táctil e por isso, creio que esta estratégia de multicanal será eficaz para promover o relacionamento com o consumidor”.

O presidente da Coteminas defende a volta ao trabalho nas regiões onde a incidência da doença é menos crítica. “Tem que haver um plano de retomada das atividades. Precisamos voltar ao trabalho e o comércio precisa abrir com segurança. As empresas que estão operando durante a pandemia, mostraram que têm condições de fazê-lo, seguindo todos os protocolos. No nosso caso, a fábrica na Argentina está parada há várias semanas, mas as unidades brasileiras estão funcionando”. Josué Gomes da Silva critica a falta de previsibilidade dos governos no que se refere ao plano de retomada. “Não há comprovação científica nem de cura, nem vacina e nem que a quarentena reduz a pandemia do convid-19. Será que não estamos cometendo o pior erro de nossa história? Temos que proteger sim os de maior risco, mas precisamos voltar a trabalhar. Eu sou otimista, e acredito que nossa indústria vai sair forte desta crise”.

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Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

Data de publicação: 29/05/2020

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