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Indústria têxtil debate desafios de mercado no Vietnã

Pressão do varejo sobre a produção têxtil, sutentabilidade versus poder de compra do consumidor e disputa de mercado entre produtores de fibras sintéticas e de algodão foram os principais temas debatidos na conferência anual da International Textile Manufacturers Federation (ITMF). O evento da principal entidade representativa do setor aconteceu entre os dias 04 e 06 de novembro, no Hotel Melia Hanoi, capital do Vietnã. O pequeno país do Sudeste Asiático desponta como substituto da poderosa vizinha China na produção e exportação de têxteis e vestuário, graças aos salários baixos e jornada de trabalho execessiva. Dividida em duas partes – Fibras Naturais e Fibras Sintéticas,  a sessão plenária contou com especialistas internacionais que apresentaram, em palestras e debates, um panorama atual do mercado  têxtil/confecção.


Varejo e sustentabilidade

O Painel do Algodão, um dos mais representativos da Conferência, focou em vários aspectos da sustentabilidade, a partir de seu papel crescente no marketing de varejo e para os desafios que a indústria enfrenta no desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos sustentável. O primeiro palestrante, Robert Antoshak, da Olah Inc., dos Estados Unidos, abordou a relação entre a produção de algodão, a indústria têxtil e a influencia do varejo. Segundo ele, apesar de estarem tecnicamente no final da longa cadeia produtiva, os varejistas são cada vez mais decisivos  no sucesso de um produto junto ao consumidor. Antoshak reconheceu que a sustentabilidade, que costumava ser considerada uma preocupação apenas para os plantadores e beneficiadores de algodão, hoje é tema de interesse também dos que estão do lado de dentro do balcão.  “A capacidade de oferecer produtos ‘verdes’ é um fator de sucesso ao nível do varejo. Se os varejistas acreditarem e rotularem um produto na loja como ambientalmente amigável, a influência sobre a demanda dos consumidores será imediata”, disse. 

O espanhol Antonio Vidal Esteve, do grupo suiço ECOM Cotton, fez uma apresentação apaixonada do Better Cotton Initiative (BCI) organização global que atua em prol do desenvolvimento da cotonicultura sustentável.  " As pessoas podem debater sobre o significado de ser  verde, mas no fim, isso não importará, porque a percepção é a realidade do consumo. Se os compradores acreditam nisto, basta. É o que está acontecendo hoje com a demanda“. 

Esteve apontou que é um equívoco considerar o BCI uma organização não governamental (ONG), quando na verdade foi criado por varejistas com visão de futuro como o IKEA, Levi’s, Adidas e H&M. "Essas empresas não precisam realmente do BCI hoje, mas eles estão vendo que produção sustentável não é uma questão só do algodão. É um problema da indústria têxtil, que terá de encontrar uma solução, assim como as cadeias de fornecimento de commodities fizeram”, concluiu o executivo.

Para Andrew Macdonald, diretor da Amcon Consultoria e moderador do Painel, um dos maiores desafios do BCI tem sido a confusão sobre o uso do termo melhor produto. "É fundamental que as pessoas percebam que melhor não se refere à qualidade, mas sim, às melhores práticas de produção”. Antonio Esteve acrescentou: "O objetivo do BCI não é dizer que um tipo de algodão é superior a outro, e sim, promover melhores práticas sustentáveis,  em todos os aspectos da cadeia de fornecimento”.

A apresentação final deste Painel ficou por conta de Richard Shaw, da Bayer CropScience, que apontou uma série de desafios que a indústria enfrentará no desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento sustentável de algodão. Entre eles estão a falta de protocolos universalmente aceitos, a ausência de normas oficiais para a certificação do algodão, a falta de consenso sobre verificação por terceiro, etc. Shaw lembrou que enfrentar esses e outros desafios para manter a industria sustentável não será fácil  e nem barato. " Isto Implicará em custos inerentes às grandes mudanças, como por exem,plo, a remuneração adicional (preço mais caro) que será necessária em vários pontos da cadeia de abastecimento", disse Shaw, acrescentando:  "É algo que simplesmente temos que aceitar, desde o início, se quisermos que a nossa indústria se torne mais sustentável."


Fibras sintéticas

Na segunda parte da Conferencia da ITMF, o debate foi sobre fibras químicas. Peter Driscoll, da PCI Fibre, disse que o aumento da participação das fibras sintéticas ou artificiais no mercado global deve-se ao crescente uso de produtos sintéticos, além das aplicações têxteis tradicionais. O palestrante observou que o crescimento das fibras químicas no setor também se deve à volatilidade que a  indústria do algodão tem experimentado nos últimos anos. "Essa volatilidade nos preços parece ter refletido um pânico sobre a oferta do algodão. Algumas marcas de varejo disseram que estão fazendo um grande esforço para se afastarem de produtos feitos com fibras de algodão, porque não podem suportar a idéia de ficar sem suprimentos”.

Driscoll disse ainda que a indústria de fibras sintéticas levou de seis a nove meses para se ocupar da demanda desasistida, devido aos preços do algodão que dispararam no mundo, provocando carência de fibras e fios. Porém, admite que essa defasagem é apenas parte do negócio. "De modo geral, o mercado tende a ser muito bom. O que não é boa é a reação da indústria de fibras para com os  altos e baixos da demanda”. Driscoll citou um exemplo instigante: “ Um varejista, por exemplo, pode detectar um aumento na venda de camisas verdes, e decidir que este produto agora é ‘in’. O que vai acontecer? Ele vai solicitar um grande número deste produto do seu fornecedor. O mercado, então, tornar-se-á saturado porque a procura antecipada foi distorcida por esta demanda. Mas esse é o jeito que o negócio têxtil funciona, e sempre será assim. Cabe a indústria  saber conviver com esta sazonalidade”.

O indiano Madhu Suthanan, do grupo Reliance Industries, fez sua apresentação no final do Painel de Fibras Sintéticas, concentrando-se sobre as vantagens oferecidas pela economia do poliéster.. "O poliéster não é só a mais acessível das fibras têxteis em termos de preço. Também teve os mais baixos níveis de volatilidade nos últimos anos. Além disso, fornecedores de poliéster possuem capacidade de escala para vários níveis de demanda, um problema que é muito mais difícil quando se trata de produção de  fibra natural”.  Suthanan salientou que há uma correlação de 98% entre o PIB e a demanda de fibras têxteis, e que a economia global caminha para a recuperação. Nesse sentido, o poliéster deverá ser o maior beneficiário, respondendo por 65% do crescimento da demanda nos próximos anos.De acordo com suas previsões, os filamentos de poliéster, que representaram menos de 10% do consumo global têxtil em 1980, deve aumentar sua participação em 50% até 2020.

 

Têxteis versus eletrônicos

Nos foruns da ITMF, sempre há muita discussão sobre a competição entre algodão e fibras sintéticas. As duas indústrias que abastecem a cadeia têxtil lutam por cada fatia de mercado, visando garantir  sua rentabilidade. Mas, de acordo com os analistas,  a maior ameaça para a viabilidade futura do algodão não é o raiom, o náilon ou o poliéster  é o telefone celular, ou seja, as novidades eletrônicas que vêm atraindo  os consumidores. Além disso, há também os gastos com educação, saúde, alimentação e o combustível que tendem  a representar a principal preocupação das famílias. Essa foi a principal mensagem passada por Mark Messura, da Cotton Incorporated (EUA), na conferencia ITMF. "Sem dúvida, a competição entre algodão e fibras sintéticas é intensa, mas a real preocupação para todos nós da indústria têxtil é que hoje as pessoas têm cada vez mais despesas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a participação do vestuário nos gastos totais dos consumidores caiu de 5,7% em 1989, para 4,7% em 1999 e para 3,5% em 2011. Ao mesmo tempo, as despesas com saúde cresceram de 5,1% para 5,3% e depois, para 6,7% durante esse período”, destacou.

Finalmente, no que diz respeito ao meio ambiente e sustentabilidade, fatores que são apontados  por muitos como cruciais na hora da decisão de compra,  Mark Messura diz que é mais uma questão da cadeia de fornecimento têxtil do que exigência de mercado: “Uma pesquisa realizada pela Cotton Incorporated mostra que poucos consumidores estão dispostos a pagar um preço alto por roupas ou têxteis lar ecológicos, ou seja, orgânicos, sustentáveis, recicláveis ou biodegradáveis. Cerca de 27% dos consumidores dizem que se esforçam em encontrar um vestuário ‘verde’, que respeite o meio ambiente. Porém,  esse número é menor do que foi há cinco anos. O que mostra que o  ‘verde’ não é um fator decisvo para os consumidores. Na realidade, ele está realmente se tornando menos importante na hora das compras”, senteciou.

 

A bola da vez

No encontro de Hanoi, não foram debatidos, com tanta ênfase, outras questões relevantes que envolvem a cadeia têxtil mundial como tecnologia, mão de obra e relações comerciais. Talvez porque o  Vietnã seja visto com certa preocupação por parte de outros países competidores no mercado global. Ultimamente, os vietnamitas têm sido exportadores têxteis e de vestuário bastante competitivos, conquistando espaço no mercado norte-americano e europeu. Todavia, há também contra eles denúncias de uso de mão de obra infantil, salários aviltantes (cerca de U$ 0,28 centavos por hora para costureiras) e condições de trabalho degradantes.  

Embora os dois países asiáticos, China e Vienã, mantenham uma rivalidade histórica, para alguns observadores, o Vietnã, também sob regime comunista e fechado, está trilhando o caminho de sucesso chinês, ou seja, investimento estatal na indústria para atrair empresas internacionais, interessadas em investir na economia local, usando mão de obra farta e barata. 

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Edição: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação
Fonte: ITMF

Data de publicação: 09/11/2012

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