Fiep promove encontro para defender setor têxtil
No dia 5 de julho acontece na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), uma audiência pública com a Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção para discutir medidas que garantam a competitividade ao setor têxtil e confecção, tanto em nível local quanto nacional. A reunião em Curitiba será comandada pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) e terá como um dos principais temas a concorrência desleal de produtos importados. O vice-presidente da Fiep, Edson Luiz Campagnolo, que é empresário do segmento, afirma que a reunião servirá para fornecer subsídios aos parlamentares para que defendam no Congresso Nacional medidas que permitam o pleno desenvolvimento da cadeia têctil nacional. “Este é um movimento de proteção da nossa indústria, que precisa recuperar sua competitividade tanto no cenário internacional quanto no mercado interno, em que concorremos com produtos importados”, defende. O deputado federal que lidera a frente completa: “Nosso objetivo é ouvir com mais detalhes aquilo que é obstáculo para a indústria e os trabalhadores do setor têxtil do Paraná”, afirma Zeca Dirceu. A reunião contará também com representantes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “Já temos algumas propostas em tramitação mais avançada. Uma delas é a ampliação do teto do SIMPLES nacional, válida para toda a indústria, mas que beneficiará significativamente o setor do vestuário. Além disso, trabalhamos para criar mecanismos que garantam maior transparência sobre as importações de produtos têxteis, para aumentar o poder de fiscalização da Receita Federal”, acrescenta o parlamentar. Também participará da audiência pública o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho. A entidade foi a principal responsável pelo relançamento da Frente Parlamentar, em abril. “Como esta mobilização vem apresentando bons resultados, o deputado Henrique Fontana, líder da Frente na Câmara, sugeriu descentralizar os trabalhos e incentivar esta mobilização nos estados para colher, junto aos empresários e trabalhadores locais, os principais desafios e oportunidades e assim conhecer ainda mais a realidade”, relata Diniz Filho.
Panorama de mercado
Segundo dados da Abit, o setor têxtil e de confecção brasileiro emprega mais de 1,7 milhão de trabalhadores e reúne 30 mil empresas distribuídas por todo o território nacional. Em torno deste universo, direta e indiretamente e pelo efeito renda, estão quase 8 milhões de brasileiros. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação e também o que mais oferece vagas para o primeiro emprego. Nesta cadeia de produção, 75% dos empregos diretos são ocupados por mulheres. Em 2010, o setor faturou US$ 52 bilhões e investiu mais de US$ 2 bilhões em máquinas, equipamentos, tecnologia, inovação e capacitação. Apesar de ocupar a quinta posição no ranking mundial, ter uma indústria competitiva e ser uma das poucas no mundo que possui todos os elos da cadeia de produção, a indústria têxtil brasileira está há cinco anos com a balança comercial apresentando déficits crescentes. Somente no ano passado, o déficit atingiu US$ 3,5 bilhões. No Paraná, o setor segue a tendência nacional e é o segundo maior empregador do segmento industrial. São cerca de 100 mil trabalhadores atuando em seis mil empresas espalhadas por todas as regiões do Estado. A estimativa é que a indústria do vestuário paranaense produza mais de 150 milhões de peças ao ano, com um faturamento anual que ultrapassa R$ 4 bilhões.
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Edição: Marcia Mariano
Fotos: Arquivo Textilia
Fonte: Comunicação Social FIEP
Data de publicação: 04/07/2011









