Desembolsos do BNDES atingem R$ 55,8 bilhões
Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 55,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, com queda de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em junho, as liberações do banco somaram R$ 139,9 bilhões, o que significou uma redução de 9% em relação aos 12 meses anteriores. Entretanto, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ressaltou que os investimentos na economia brasileira deverão se manter em patamar elevado. “Não há nenhuma razão para alarme. A nossa expectativa é manter plano de voo normal”, ressaltou, acrescentando que “o País está bem posicionado para enfrentar a crise internacional”. Segundo Coutinho, os programas de financiamento voltados para as micro, pequenas e médias empresas tiveram maior alavancagem, o que demonstra que o mercado interno continua sustentando bem a economia brasileira. Este setor ampliou sua participação sobre o volume total de desembolso de 32% em 2010 para 42% nos seis primeiros meses deste ano. As operações com o Cartão BNDES, outro mecanismo usado pela maioria das MPMs, também aumentou 73% no período, com 223,7 mil operações. De acordo com as previsões do banco, a expectativa é que o BNDES encerre o ano com equilíbrio nos desembolsos, que devem ficar entre R$ 145 bilhões e R$ 147 bilhões; patamar semelhante ao de 2010, quando atingiram R$ 143,7 bilhões. O dado de 2010 exclui os R$ 24,7 bilhões utilizados na capitalização da Petrobrás, uma operação excepcional realizada em setembro do ano passado, por conta dos reflexos da crise internacional.
Infraestrutura
Considerando as operações diretas da área de infraestrutura (aquelas acima de R$ 10 milhões), a queda nos desembolsos deste setor em relação ao primeiro semestre do ano passado foi de 3%, passando de R$ 5,64 bilhões para R$ 5,47 bilhões. As aprovações, entretanto, cresceram 146% no mesmo período, de R$ 4,30 bilhões para R$ 10,58 bilhões, mostrando um horizonte de intensificação nos investimentos em energia. No conjunto das operações (incluindo aquelas de valor inferior a R$ 10 milhões, realizadas por meio de agentes financeiros), os dados mostram queda de 9% nos desembolsos. De acordo com o banco, a razão principal foi o aumento da demanda no Programa BNDES de Sustentação do Investimento (PSI), ou seja, houve incremento na antecipação de investimentos feitos pelas empresas que contrataram as operações do Programa nos últimos meses. É importante ressaltar que o PSI foi lançado em julho de 2009 – com termino previsto para dezembro de 2010 - para alavancar o crédito às empresas brasileiras, uma vez que, devido à crise internacional (2008/09), os bancos privados reduziram suas linhas de financiamento por conta das incertezas do mercado. Como a situação econômica mundial continua instável e, além disso, o Governo Federal lançou, em agosto, um pacote de incentivos ao setor industrial (Plano Brasil Maior), o programa BNDES PSI também foi prorrogado para dezembro 2012, disponibilizando mais R$ 75 milhões com taxas de juros competitivas. Somente em janeiro/junho deste ano, os desembolsos à infraestrutura alcançaram R$ 21,6 bilhões, com 38% de participação sobre o total. Para a indústria foram destinados R$ 18,7 bilhões (34% de participação), o setor agropecuário ficou com R$ 4,9 bilhões (9%) enquanto comércio e serviços ficaram com R$ 10,4 bilhões (19%). Os setores com maior crescimento nos desembolsos (até junho deste ano) foram indústria extrativa, metalurgia, têxtil e vestuário.
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Edição: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação
Fonte: Assessoria BNDES
Data de publicação: 23/08/2011









