Abit e Apex-Brasil assinam novo convenio para aumentar exportação
Atualmente o Brasil representa apenas 0,6% do comércio mundial de têxteis e de confecções, estimado em US$ 670 bilhões e projetado para atingir US$ 856 bilhões em 2014. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em 2011, as exportações brasileiras, sem a fibra de algodão, somaram US$ 1,42 bi. A meta para do setor é ambiciosa: “Estamos longe dos US$ bilhões e da participação de 1% do volume global, que já tivemos no passado. Nosso objetivo é reconquistar este patamar nos próximos quatro anos. Para isso, vamos pautar nossas ações no tripé: inovação, design e sustentabilidade. É isso que fará a diferença e dará visibilidade à moda brasileira no exterior”, enfatizou Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, durante encontro realizado no dia 15 de março, para assinatura de novo convênio entre a entidade e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
O novo Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira (Texbrasil) para 2012/2013, prevê investimentos da ordem de R$ 17,5 milhões ao longo dos primeiros 12 meses. Estes recursos são utilizados basicamente para dar suporte às empresas brasileiras em feiras e eventos internacionais. Durante almoço de confraternização para anúncio do novo convênio, do qual participaram o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, o gestor do Projeto Setorial de Moda, Marco Lobo, e o diretor executivo do Gad’Innovation, Charles Bezerra, empresários do setor de moda, que integram o Texbrasil, contaram suas experiências como exportadores.
Novos mercados
O Programa Texbrasil promove não só as exportações, mas a internacionalização das empresas do setor no mercado externo. Durante o evento de renovação do convênio, os empresários Matheus Fagundes, da Dois Rios Lingerie; Beatriz Dockhorn, da marca fitness Bia Brasil e o executivo Oswaldo Oliveira, diretor da Cia.Marítima de moda praia, do Grupo Rosset contaram a trajetória de sucesso e também das dificuldades que a moda brasileira enfrenta não só para se manter no exterior, bem como disputar espaço no mercado nacional com os produtos importados. Segundo a Abit, atualmente 348 empresas participam do Programa, contribuindo com 42% das exportações brasileiras do setor têxtil/confecção. De acordo com Fernando Pimentel, a expectativa é crescer 5% as exportações em 2012, chegando a US$ 630 milhões.
Outra novidade apresentada é o destino das exportações de moda brasileira. Em lugar de países tradicionais da Europa como Portugal e Espanha – atualmente em crise financeira – entram Estados Unidos, considerado o maior e mais estratégico alvo, Colômbia, sexto parceiro comercial do Brasil no setor têxtil, Austrália, que apresentou crescimento expressivo nas importações do setor nos últimos dois anos e República Dominicana, no Caribe cujos investimentos no polo turístico têm revitalizado os negócios nas áreas de resorts, hotelaria, cultura e claro, moda. Outros países “mercados-alvo” apontados pela Abit são: China, Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos, Argentina e Peru. “Cada vez mais, estamos conseguindo aumentar a percepção internacional do Brasil como produtor global de moda sustentável, inovadora e de qualidade”, disse o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, acrescentando que para incrementar a participação no mercado externo, a agência não tem medido esforços em apoiar o setor em eventos de moda e feiras internacionais. “A Apex tem auxiliado os exportadores com informações sobre cultura e negócios dos países para os quais se destinam nossas exportações no sentido de subsidiá-los o máximo possível com informações para que possam atender as exigências dos consumidores locais. Antes as ações da Apex se limitavam às feiras, hoje além das exposições, apoiamos showrooms, desfiles, entre outras iniciativas para tornar as empresas nacionais mais competitivas”, destaca o executivo.
Rafael Cervone Netto, diretor do Texbrasil, completa informando que, em 12 anos de parceria entre a Apex-Brasil e a Abit, já foram firmados sete convênios, com investimentos da ordem de R$ 112 milhões. “Trata-se de um projeto de médio e de longo prazo. Com este novo convênio, queremos cada vez mais agregar valor e identidade aos nossos produtos. Estamos trabalhando em conjunto com outros segmentos como móveis, calçados, bijuteria e moda lar visando divulgar uma marca brasileira no mercado global. Mais do que exportações, estamos buscando a internacionalização da moda brasileira”. Segundo ele, além de vestuário, os artigos de cama, mesa e banho e decoração, cujas exportações caíram acentuadamente, em razão da crise na Europa e Estados Unidos, principais compradores destes produtos, serão inseridos em novas ações promocionais da Texbrasil.
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Edição: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação e Aurélio Guerra
Fonte: Redação
Data de publicação: 16/03/2012







