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A relevância da indústria nacional no combate ao Covid-19

Após um mês de iniciada a quarentena no Brasil para conter o avanço da epidemia do Covid-19, a indústria têxtil e de confecção, que não estava incluída no rol das “atividades essenciais”, passou a ser estratégica para a produção local de máscaras e outros itens de proteção no combate à doença. Um balanço feito pelas regiões do Brasil mostra como as empresas do setor estão atravessando esse período difícil para a sobrevivência dos seus negócios.

O panorama foi divulgado durante webinar realizado nos dias 14 e 15 de abril pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil - Abit, dos quais participaram, na primeira rodada, o presidente emérito da entidade, Rafael Cervone Netto; Francisco Lelio Pereira (Sindiroupas-CE), Flávio Roscoe (Sindimalhas-MG) e Valdir Antônio Scalon (Sindvest Maringá-PR). Na segunda rodada, o presidente da Abit, Fernando Pimentel, coordenou o debate com Rita de Cassia Conti (Sindivest Brusque SC), José Altino Comper (Sintex Blmenau-SC), Alcilene Pontes (Sindiconf Amazonas) e Oscar Rache (Sinditêxtil Pernambuco).

Máscaras protetoras

No dia 8 de abril, o Ministério da Saúde anunciou a aquisição de 240 milhões de máscara cirúrgicas de três camadas em TNT (nãotecido) e 40 milhões do tipo N95 com respirador, para garantir a proteção dos profissionais de saúde no atendimento aos pacientes com coronavírus (Covid-19). Mas, o aumento dos casos da doença em todo o país fez aumentar a procura por máscaras cirúrgicas por parte da população. O Ministério da Saúde, então, autorizou que as pessoas usassem máscaras feitas de tecido, visando restringir o consumo dos produtos hospitalares. Esta máscara, que não é considerada equipamento profissional, mas funciona como barreira física para evitar o contágio ou a transmissão do vírus, deve ser confeccionada em tecido resistente e, ao mesmo tempo leve, que permita a pessoa respirar sem sufocar. O Brasil necessita de cerca de 800 milhões destas máscaras para atender a demanda – já que é recomendado o uso de três mascaras por pessoa, pois elas devem ser lavadas constantemente. Por isso, muitas marcas e confecções de vestuário e lingerie estão adaptando suas instalações para fabricar estes itens de proteção, não só como ação solidária, mas sobretudo para manter suas atividades neste período de grande queda do consumo por causa da quarentena. 

Mudança de mindset

Diante das dificuldades que o mercado vem enfrentando em decorrência da pandemia, Rafael Cervone Netto, que também é um dos vice-presidentes do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) argumentou que as empresas precisam de um programa para saída da quarentena e retomada das atividades, “que não pode ser abrupta, seguindo protocolo de cuidados com a higiene e distanciamento social”. O dirigente ressaltou a importância da indústria nacional neste momento de dificuldade em que o Brasil têm se mostrado dependente das importações de insumos e produtos estratégicos para o combate ao Covid-19. “Nunca vivemos uma situação como essa. É um aprendizado para as indústrias do nosso setor que mesmo diante das dificuldades, tem se mostrado fundamental e capaz de adaptar sua a produção para fabricar máscaras e outros itens demandados pela sociedade”. 

  • Ceará

Francisco Lelio Pereira - presidente do Sindiroupas-CE, estado que produz 5 milhões de peças de jeans por mês, e que tem como principal cliente o mercado do Sudeste, diz que a demanda por máscaras e aventais aumentou no Ceará, e por conta disso, as empresas estão se unindo em associação para fabricar estes produtos. O Sindivest distribuiu um manual técnico para orientar na produção das máscaras. Porém, muitas empresas, por serem pequenas e descapitalizadas, estão com dificuldades de comprar matéria-prima como tecidos e aviamentos – para aderirem a essa onda, que segundo ele, tem sido a salvação das confecções locais.  “Elas têm muita dificuldade de acesso ao crédito bancário, que cobram altas taxas de juros e exigem muitas garantias. Além disso, o varejo costuma estipular prazos de até 80 dias para pagar a compra feita na confecção. Dessa forma não temos nem crédito e nem fluxo de caixa”. Lelio diz ainda que os donos de confecção se queixam do  varejo por estar cancelando pedidos sem fundamentação, o que agrava ainda mais a situação das empresas.

  • Minas Gerais

Segundo dados da Abit (2019), o estado de Minas Gerais representa 13,2% das indústrias têxteis e de confecção do país. A indústria têxtil mineira emprega cerca de 130 mil pessoas, que produzem 1,2 bilhão de peças por ano e 150 mil toneladas de têxteis. Em todo o estado, há 3.640 estabelecimentos, sendo 243 têxteis e 3.397 confecções. O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (Sindimalhas), Flávio Roscoe, disse que em Minas não houve suspensão forçada da indústria, mas a maioria está parada devido à redução da demanda. Como a importação de máscaras e aventais médicos está difícil devido à acirrada disputa global por esses itens, Roscoe vê oportunidade para a indústria nacional produzi-los, especialmente as máscaras de tecido para circulação das pessoas. Ele enfatizou que a partir da crise do Covid-19, haverá mudança nas relações entre os países, que deverão ser pautadas na geopolítica em vez de vantagens comerciais. “Nos últimos 20 anos, a indústria mundial se transferiu para a China em busca de custo baixo e hoje o mundo se questiona se isso não foi arriscado ao ponto de comprometer a segurança da cadeia de fornecimento. Após essa pandemia, o mundo vai olhar a Região da Ásia com outros olhos e o Brasil poderá atrair investimentos, inclusive no setor têxtil, por ter um parque industrial completo, e ser um grande fornecedor de matéria-prima”, destacou.

  • Paraná

Valdir Antônio Scalon, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá (Sindvest), que junto com Cianorte forma o Arranjo Produtivo Local (APL) de Confecção, formado por cerca de 600 empresas, disse que o Paraná está paralisado desde o dia 13 de abril por determinação do governo local. “A indústria está trabalhando, seguindo os protocolos de higiene e proteção dos colaboradores, mas com o comércio fechado, muitas estão sem faturamento e outras concederam férias coletivas. Maringá possui muitos faccionistas e lavanderias industriais que prestam serviço para empresas de São Paulo, cujo varejo está fechado, e isso dificulta muito”, diz o dirigente, acrescentando que no polo de confecção do Paraná são produzidas cerca de 20 milhões de pares de jeans por mês. Scalon defendeu maior integração entre a indústria têxtil/vestuário e o varejo. Ele solicitou que a mudança nas vitrines fosse adiada para que as confecções pudessem comercializar as peças que acabaram estocadas com a suspensão dos lançamentos no varejo. “A indústria estava despachando as coleções de inverno e de repente, paramos de faturar porque o comércio fechou as portas no dia 20 de março no Paraná. O grande complicador é a gente perder as vendas de inverno. Como a pequena confecção vai se capitalizar sem desovar essa produção”?

  • Amazonas

A produção de roupas profissionais para o Polo Industrial de Manaus, além de uniforme escolares, camisetas promocionais e abadás mantém a indústria de confecção do Amazonas, formada em sua maioria por pequenas empresas que geram em torno de 10 mil empregos diretos. De acordo com Alcilene Pontes, presidente do Sindiconf Amazonas – estado cujo governador diz ter entrado em colapso por conta do aumento do número de infectados e mortos por coronavírus, há dificuldade de logística para escoar a produção de confeccionados, já que não existe indústria têxtil local. Ela diz que devido à essa carência, o imposto sobre o frete é um dos mais altos do país. “A produção de máscaras de tecido tem mantido o funcionamento das empresas, mas não todas. Muitas costureiras estão trabalhando em casa na produção de kits. A principal dificuldade é que com o bloqueio do tráfego nas estradas, não conseguimos acesso às matérias-primas como tecidos e elásticos para produzir mais peças", relata a dirigente, acrescentando que o comércio em Manaus está fechado, o que também prejudica a distribuição dos produtos.

  • Santa Catarina – Vale do Itajaí

José Altino Comper, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintex), que representa 5 mil empresas de vários municípios da região do Vale do Itajaí, disse que a quarentena foi decretada pelo governo estadual no dia 17 de março. O estado é considerado o segundo maior polo têxtil do Brasil (atrás de São Paulo), e concentra grandes indústrias de fiação, tecelagem, malharia, tinturaria e confecção de artigos de cama, mesa e banho. Segundo Comper, a partir de acordos entre as empresas e os sindicatos dos trabalhadores, foi montado um plano para operar com 50% das equipes, mantendo regras de higiene, equipamentos de proteção e distanciamento social dentro das fábricas. Apesar disso, ele admite que 10% dos quadros de funcionários já foram demitidos e que o grupo de risco - trabalhadores com alguma comorbidade e acima de 60 anos - representa em torno de 20% da força de trabalho na região. A indústria também adotou redução de jornada, mas o faturamento caiu muito, em razão do não escoamento da produção para o varejo. “O consumo local não sustenta toda a nossa produção, cuja maior parte é direcionada para outras cidades do Brasil”. Altino disse ainda que mesmo as empresas que estão vendendo por e-commerce estão tendo dificuldades, pois as mercadorias levam até 12 dias para ser entregues.

  • Brusque (SC)

Rita de Cassia Conti, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Região, que reúne tinturarias, malharias e mais de 6 mil confecções, disse que 80% da cadeia têxtil está parada. A cidade também possui o Brusque Polo Fashion, grande centro atacadista de pronta entrega para confecção, que está com as atividades temporariamente suspensas.  Segundo ela, em Santa Catarina, as confecções estão operando com 50% de seu quadro funcional, mas o escoamento da produção para Rio de Janeiro e São Paulo está interrompido.  “Santa Catarina entrou uma semana antes em quarentena, em relação aos demais estados. Todavia, foi autorizado recentemente o funcionamento do comércio de rua com medidas protetivas e protocolo de segurança. Os shoppings e os centros comerciais não estão autorizados a abrir, porém, encontraram uma maneira criativa de funcionar, instalando tendas com alguns produtos na rua.  O sindicato instituiu um comitê de crise para gerenciar o funcionamento, de forma a evitar aglomerações de pessoas. Foi tudo muito ordeiro”, conta a presidente do Sindivest. Outra preocupação demonstrada por ela é que a região está entrando no período do inverno e segundo previsões, deverá ser a melhor estação fria da região desde 2016, o que tem animado os lojista mas preocupado as autoridades, por conta da maior incidência do coronavírus em baixas temperaturas.

  • Pernambuco

Oscar Rache, presidente do Sindicato da Indústria de Fiação, Tecelagem e Malharia (Sinditextil/PE), disse que as atividades comerciais estão paralisadas não só em Pernambuco como em todo o Nordeste por determinação dos governadores. Segundo ele, malharias que produzem entre 300 e 350 toneladas/mês para vestuário estão operando só com 15% do pessoal. Por outro lado, uma grande indústria de polipropileno, que produz para o segmento de embalagem está funcionando 100% assim como os fabricantes de elásticos, insumo muito demandado para produção das máscaras.  Pernambuco abriga também o Polo Têxtil e de Confecções do Agreste, que emprega cerca de 250 mil pessoas, entre formais e informais, com uma produção superior a 225 milhões de peças/ano. “Agora, por causa da pandemia, as confecções estão empenhadas na produção de 6 milhões de máscaras, encomendadas pelo governador, que estendeu a quarentena até o dia 30 de abril para conter a expansão do coronavírus”, comenta Rache. Segundo ele, só estão funcionando os serviços essenciais e as indústrias que atendem a segmentos específicos. Empresas voltadas para varejo de moda e atacadistas que fornecem para magazines estão fechados. “A sensação que se tem no setor em Pernambuco é que 2020 está perdido, salvo se houver alguma recuperação no último trimestre”, finaliza o presidente do Sinditêxtil.

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Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

Data de publicação: 20/04/2020

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