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Private label de alta qualidade

Sobre o assunto, a ITT conversou com Fábio Walter Leme Santos, da linha  sucessória da Comask, confecção brasileira pioneira no private label de jeans e sarjas.

Foi em 1975 que a Comask surgiu no cenário têxtil brasileiro. Naquele ano, o hoje diretor da empresa Fábio Walter Leme Santos ainda não ainda havia nascido. Mas, quando chegou ao mundo, um ano depois, a empresa criada por seu pai já dava os primeiros passos para se tornar um grande complexo. Atualmente, a indústria possui três plantas – duas em Sorocaba (SP) e uma em Três Lagoas (MS) – e quase 800 funcionários. Com um começo arriscado, a Comask iniciou sua produção com um único cliente, a Alpargatas, que acreditou na visão da companhia, que trabalhava com galpões e máquinas alugadas, mas que em seis anos já costurava 300 mil calças por mês! Em 1988, a empresa começou a atender uma das mais importantes marcas de denim do País à época, a ousada Zoomp, de Renato Kherlakian. Era o começo do sistema private label como o conhecemos hoje, e 90% da produção da companhia eram destinados à marca do raio. Em entrevista, Fábio fala à ITT sobre os novos desafios que permeiam a companhia e sobre o mercado têxtil e de confecção no Brasil e no mundo.

ITT: Qual era a produção da Comask naqueles primeiros anos de sua existência?

Fábio Walter Leme Santos: Quando começamos com o private label, produzíamos 200 mil peças por mês, mesma quantidade de hoje, com a diferença de que não eram premium. Atualmente, atuamos com um braço da empresa no sistema de magazine e outro no de private label. Atendemos Khelf, Calvin Klein, Guess, Grupo InBrands, C&A e Renner, entre outros. Há também uma marca própria, que nasceu em 1984 e que já conta com nove lojas varejistas.

ITT: Como é o trabalho de gerenciamento de mão de obra nas diferentes fábricas, que estão localizadas tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste?

Fábio: Existe uma dificuldade maior de costureiras no Centro-Oeste, há uma produtividade menor do que no Sudeste. Como eles não têm uma cultura industrial, quando você pressiona o funcionário, ele se levanta e vai embora. Grande parte volta para a agroindústria. Não estão acostumados com a velocidade de uma empresa, de uma fábrica. O incentivo fiscal é um apoio, mas a produtividade chega a ser tão baixa que, às vezes, não é suficiente para suprir o baixo resultado. Então, os modelos premium ficam no Sudeste, com a mão de obra mais especializada.

ITT: Por que criaram o braço magazine da empresa há seis anos?

Fábio: Foi uma coincidência. Um concorrente contratou um funcionário meu, à época gerente de lavanderia, mas ele não gostou do ambiente e quis voltar para Sorocaba. O recontratamos como gerente de vendas, e ele veio com a ideia já aplicada de abrir um magazine. Achávamos que não era possível chegarmos aos custos, mas fizemos um trabalho bem bacana, conseguimos, e hoje, talvez, seja esse o carro-chefe da empresa, pois o private label vem diminuindo.

ITT: Não é estranha a queda no private label neste momento, em que o cenário exige aumento de produção?

Fábio: Essa migração de importação do PL para fabricação nacional está começando agora. As importações estavam num ritmo frenético e exigiam cinco ou seis meses de antecedência. Nenhum cliente da Comask importava, pois é difícil trazer jeans ao Brasil. A Zara é a única que eu conheço que importa essas peças. Mas agora eles estão fazendo essa migração de produção nacional para o colorido, que antes era 100% importado. Acontece que o lucro dos clientes está caindo, as vendas estão estagnadas. O grupo JEP pediu recuperação, a InBrands continua com muitos problemas e os magazines vão tomando espaço. O jeans deixou de ser sinônimo de status. As calças com tecido premium da Santista ou da Vicunha estão tanto em grifes quanto na Renner e na C&A – nestas, a um preço muito mais acessível. O consumidor e a atitude de compra mudaram, não há mais preconceito com as magazines.

ITT: Qual é o melhor modelo para relacionamento do PL, da facção junto ao varejo e multimarcas?

Fábio: O modelo europeu é o mais adequado. A Europa faz um showroom com seis meses de antecedência da entrega. E aqui fazemos com menos de 60 dias para começar a entrega. Esse prazo ajudaria a dividir a produção, equalizar melhor o calendário. Mas, em nossa economia, não podemos saber se o que é comprado será vendido. Na Europa, há uma constante. Mesmo com baixas vendas, elas existem. Enquanto a economia não estiver estabilizada, não será possível seguir esse modelo. Aqui, o estoque está em aproximadamente de 25% a 27% - o que faz com que o brasileiro busque os outlets, que se transformaram mais do que numa ponta de estoque, pois têm toda a grade. Nos Estados Unidos, a cultura de compra assim é forte, e o consumidor espera baixar o preço.

ITT: Sua família iniciou um projeto do Shopping Cidade, na zona norte de Sorocaba, há cerca de dois anos. Como está esse projeto?

Fábio: Ainda estamos no começo. Acreditamos que, em dois anos, ele esteja a pleno vapor. Estamos bem localizados e temos noção do nosso público.

ITT: Há expectativa de crescimento para o grupo?

Fábio: O ano passado foi um bom período de crescimento, mas, em 2016, devemos ter uma continuidade. O primeiro trimestre de 2016 chegou com 25% menos resultados. É mais o medo da crise do que a crise em si. As pessoas estão receosas de gastar e perder o emprego. O clima também atrapalhou. Tivemos sol durante todo o período – o que impediu as pessoas de irem ao shopping. Mas, para meu cliente, as vendas caíram, porém não pararam. Acredito em um bom segundo semestre. Primeiramente, bom para a indústria e, depois, para o consumo na ponta.

ITT: Como está o investimento em comércio exterior da companhia?

Fábio: Em nossa história, eu já consegui exportar por quatro anos seguidos para grandes marcas: Replay, na Itália; Miss Sixty e Energy, na Inglaterra; e Criminal Denim, nos Estados Unidos. Chegamos a ter 20% da nossa produção voltada para exportação, mas a mudança de câmbio me fez perder todos os clientes. Vi todo nosso trabalho de quase seis anos indo para o ralo. Hoje, será preciso reinvestir nesse processo e começarmos a rodar Estados Unidos e Europa. Mas, mesmo com a alta do câmbio, não conseguimos preços mais competitivos que o México, por exemplo. Acredito que minha viagem de prospecção para a Europa trará melhores resultados do que a dos Estados Unidos.

ITT: As matérias-primas brasileiras trazem a qualidade necessária para sua exportação?

Fábio: Os tecidos nacionais estão muito bons, tanto que eles exportam bastante. A lavanderia está atualizada. Não existe nada mais moderno do que aqui. Todos os equipamentos são importados, compramos mais uma máquina a laser e estamos trocando máquinas de ozônio para nos tornarmos mais competitivos em preço. Fizemos testes com jato de gelo, que foi bem interessante, mas o custo ainda está elevado. Estamos buscando novas tecnologias para nos mantermos atualizados.

ITT: Que recado deixa para os colaboradores e clientes da empresa?

Fábio: Para os meus colaboradores, eu desejo um excelente ano. Vamos continuar com essa garra, porque, assim, no final, teremos sucesso! Para os meus clientes: vamos comprar mais (risos).

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Edição por: Gabriel Rajão
Fotos por: Maria José de Carvalho
Publicado por ITT Press - International Top Trends - ed.102

Data de publicação: 05/05/2016

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