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Fortalecer a criatividade para obter inovação

No regime moderno da produção, as possibilidades de adoção de modelos são cada vez mais dependentes da diversidade das capacidades e competências locais e, por isso, nem todos os países e atividades econômicas têm todas as escolhas à sua disposição. Não só os produtores de manufaturas têxteis sofreram a ação do “neocapitalismo” asiático. Os desenvolvimentos tecnológicos também se viram condicionados ao sistemade escalas gigantescas e de competição por custos. Hoje, tecnologias maduras são facilmente copiadas, redirecionando os investimentos de fabricantes tradicionais. Enquanto isso, investimentos em pesquisas para automação arrefeceram devido à disponibilidade de emprego de mão de obra barata. Revela-se, mais uma vez, a necessidade deo Brasil encontrar formas de atrair grandes fabricantes de máquinas para seu território, pelo menos em segmentos selecionados. Para muitos entrevistados na ITMA 2011, realizada em setembro em Barcelona, o Brasil é visto como um país que se destina aproduzir vestuário de qualidade, orientado por artistas que saibam valorizar seus símbolos e vocações culturais, enquanto a Ásia, durante ainda um bom tempo, permanecerá como uma região cujo principal papel é gerar gigantescas produções.

Investimento em tecnologia

“A Natureza não dá saltos”, como disse Alfred Marshall (2009, p. 207). Nossas capacidades industriais e comerciais instaladas, nossos capitais naturais,sociais, culturais e humanos, e nossa base institucional delimitam os contornos do possível. Em grande parte devido à entrada dos países asiáticos e do leste europeu no sistema capitalista ocidental, os parâmetros para equacionar o futuro são ainda os mesmosda fase inicial do regime de acumulação de massa: disponibilidade de mão de obra barata,nível de educação e de qualificação profissional,sistema técnico-científico e capital institucional. Tais parâmetros condicionam a eficiência e a eficácia dos investimentos em inovação no setor. Teares a jato de ar com a capacidade de trabalho com oito tipos de tramas, processos e títulos muito diversos refletem a orientação dos fabricantes de máquinas para atender aos designers,e não “donos de empresas”; ou seja, reforça-se a noção do valor estético em contraposição ao valor econômico redutor de riscos. É, de certa forma, o reconhecimento da importância deste novo paradigma no mundo da produção. Máquinas elaboradas para a arte de tecer,de beneficiar, de fiar e de confeccionar são adequadas à formação de técnicose de engenheiros preparados para a manufatura de produtos de qualidade que ofereçam distinção aos seus compradores. Pequenas e médias empresas intensivas em arte e tecnologia, e com grande capacidade organizacional para atuar em mercados externos estarão na base da nova estrutura industrial têxtil e de confecção brasileira.

Em um levantamento preliminar dos últimos três anos em bases internacionais de importação de máquinas (UNCTAD, 2011), o Brasil aparece entre os maiores importadores de máquinas têxteis – filatórios, teares, penteadeiras, máquinas de enobrecimento – e máquinas de costura, com tendência clara à ascensão, em meio a países como China, Índia,Turquia e outros principais manufatureiros asiáticos, americanos e europeus. O aumento substancial de consumo per capita nos últimos anos, atingindo cerca 15kg/habitante em 2010 (IEMI, 2011, p. 52), tem sido, efetivamente,suportado pelas importações, mas a relação entre produção interna e o consumo, cerca de 11 kg/habitante, indica que a indústria nacional mantém seu ritmo de crescimento nos últimos anos (IEMI, 2011,p. 51). Se os importados têm maior presença do que antes, trata-se de um fenômeno mais amplo do que uma falha localizada nas relações de mercado internacional específicas do setor. Afinal, a posição do país após os40 maiores exportadores e os 30 maiores importadores apenas reflete sua pouca experiência com o comércio internacional e afragilidade – ou insuficiência – de políticas de comércio exterior para o setor. O que é relevante saber sobre nossa indústria é como têm evoluído e se consolidado as capacitações industriais e comerciais no setor, identificando que estruturas têm sido destruídas por outras e quais causas têm prevalecido. Saber como estão se distribuindo no tempo e no espaço regional as importações de máquinas permitirá avaliar o grau de concentração tecnológica em grandes, médias e pequenas empresas; identificar, com maior detalhamento, as características dessas máquinas por elo, com relação a parâmetros como flexibilidade, versatilidade, produtividade e qualidade na produção de artigos permitirá entender um pouco mais da nova estrutura. Tais dados podem nos levar a entender os enfoques de investimentos e as estratégias empresariais, concluindo sobre a emergência ou não de novos modelos de negócios. No entanto, a necessidade de recorrer quase sempre a pesquisas de campo para levantamento de dados primários devido à ausência de uma estrutura de informações industriais apropriada continua, sem dúvida, a ser um gargalo para os fluxos de conhecimento e uma barreira para que os laços entre a academia e a iniciativa privada se fortaleçam no Brasil.

Novo paradigma

Ao iniciar o que talvez venha a se configurar como sua mais profunda transformação, as indústrias têxtil e de confecção brasileiras precisam encontrar formas de conciliação entre arte e ciência, estética e padronização. Historicamente, as estruturas das indústrias de confecção e da moda sempre estiveram subordinadas às estratégias de produção de massa da indústria têxtil. Na verdade, a confecção brasileira sempre foi caracterizada por baixas capacidades organizacional, estratégica e tecnológica, carecendo de pouca qualificação profissional e sendo um dos segmentos de mais baixas barreiras de entrada. Na “indústria” damoda, predominaram os ateliês de atividade artesanal; estilistas, por sua vez, eram encarregados, algumas vezes, do desenvolvimento de produtos em grandes empresastêxteis, tendo como principal função adaptar,com o apoio de técnicos experientes, ospadrões trazidos de visitas ao exterior, em processos subjetivos de tentativa e erro. Assim, como seria de se esperar, durante boa parte da história da indústria têxtil e deconfecção nacional, para que as três formasdíspares de organização industrial, com diferentes níveis de complexidade técnica, pudessem ser integradas, a orientação dominante teria de ser dada pela atividade demaior poder econômico e de maior capital. Por esse motivo, a organização industrial desses três setores de atividade sempre foi orientada por regimes de produção de massa impostos pelas estratégias dos grandes fabricantes de tecidos.

Atualmente, porém, com a governança das cadeias de valor sendo transferida para os grandes varejistas nacionais e internacionais,a indústria têxtil brasileira, quinta maior produtora mundial, mas apenas a quadragésima maior exportadora (IEMI,2011), tem encontrado dificuldades para enfrentar fabricantes da Ásia, sendo incapaz de competir com modelos de produção de massa nas bases de custos e preços praticadas pelos seus concorrentes. Nesse contexto,a moda brasileira, com sua capacidade de assumir a biodiversidade e de sintetizar símbolos da cultura nacional valorizados po rmercados ricos, emerge como oportunidade para que os fabricantes de têxteis aproveitem nichos de mercados, tanto no mercado interno quanto no mercado exterior.

Saindo de um regime de acumulação de massa para um regime de acumulação flexível(PIORE; SABEL, 1984), a indústria têxtil e de confecção brasileira deverá gradualmente apoiar-se na capacidade integradora da moda.

Para que as indústrias da moda e de confecção possam, juntamente com a indústria têxtil, assumir um papel relevante no setor industrial brasileiro, será necessário amplificar sua capacidade de criação, de produção e de distribuição, de maneira a aumentar de forma equilibrada a disseminação regiona lde pequenos e médios negócios, e de contribuir para a geração de um grande contingente de empregos qualificados.

Estratégias para a economia criativa

Sendo assim, acreditamos que as estratégias de produção de massa customizada (por exemplo, SMIRNOV, 1999; LEE et alii,2002; QIAO et alii, 2003) sejam capazes de conciliar essas três atividades – têxtil, moda e confecção –, desde que novas competências tecnológicase humanas sejam identificadas de maneira a estabelecer a comunicação entre elementos estéticos e técnicos,artísticos e científicos.Neste contexto, deve- se, também, repensar o papel das instituições de ensino na nova configuração industrial, como agentes da aprendizagem na economia criativa. Para tanto, uma avaliação ampla de programas de formação em oferta nas áreas de moda, design e confecção é de possível interesse. Acreditamos que as competências atuais dos profissionais do setor não são mais adequadas nem suficientes para a atuação profissional na nova configuração econômica da produção e do consumo de têxteis e de confecção brasileira, por serem tributárias do regime de acumulação de massa e de uma estrutura de governança industrial orientada pelos grandes fabricantes, estrutura essa que não mais vigora na cadeia global de valor.

Entendemos que, para que as atividades decriação e desenvolvimento de novos produtos possam ser, efetivamente, orientadas pela capacidade criativa de designers e artistas, as indústrias da moda e da confecção deverão ser capazes de atender a mercados de massa sem, no entanto, estar subordinadas aos modelos da produção de massa padronizada. Tal condição só poderá ser atendida se puder ser adotada na cadeia produtiva, o que implica a necessária conciliação entre elementos estéticos e técnicos, entre arte e ciência, como preconizado pela economia criativa. Partindo da premissa de que, para a inserção na nova economia, com base nos princípios da economia criativa, as indústrias da moda e de confecção deverão adotar estratégias de customização de massa, neste caso, estudos devem visar a identificação de:

  • Novas competências para a customização de massa nas indústrias da moda e de confecção na economia criativa.
  • Novas qualificações profissionais nas indústrias da moda e de confecção para a consolidação da economia criativa no Brasil.
  • Elementos da comunicação efetiva entre as atividades artísticas/estéticas e as atividades de produção para o desenvolvimento de produtos nas indústrias da moda e de confecção.
  • Parâmetros da economia criativa para o desenvolvimento de diretrizes curriculares em cursos de formação profissional e superiores de moda e confecção.

Uma nova filosofia e novos elementos de análise deverão ser propostos para a concepção de programas formativos capazes de reconfigurar os modelos e padrões estabelecidos pelo MEC e pelo Sistema S,tributários de regimes de acumulação de massa fordista e, portanto, inadequados ao desenvolvimento das indústrias criativas. Para encontrar e consolidar seu posicionamento na economia têxtil e de confecção global, a indústria brasileira deverá, em nossa visão, capacitar-se de forma integrada em sistemas de produção de massa customizada, enfatizando sua capacidade de desenvolvimento de novos produtos. Com base nessa estratégia produtiva, será possível identificar com mais precisão as necessidades tecnológicas e de capital humano.

Para que a nova estrutura industrial têxtil com base em pequenas e médias empresas intensivas em arte e tecnologia realmente floresça, será necessário equacionar, de uma vez por todas, a tradicional e recorrente dificuldade de implantar estruturas organizacionais de desenvolvimento de novos produtos, tanto no ambiente fabril quanto institucional.

Referências

GEREFFI, Gary. “International trade and industrialupgrading in the apparel commodity chain”. Journalof International Economics, v. 48, p. 37-70, 1999.IEMI. Brasil têxtil: relatório setorial da indústria têxtilbrasileira. São Paulo, v.11, n.11, set. 2011.

LEE, Seung-Eun; KUNZ, Grace; FIORE, Ann; CAMPBELL,JR. “Acceptance of mass customization ofapparel: merchandising issues associated withpreference for product, process and place”. Journalof Clothing and Textiles Research. Vol. 20, n. 3, p.138-146, 2002.

LUNDVALL, Bengt-Åke. “The social dimension ofthe learning economy”. DRUID Working Paper, Departmentof Business Studies. Aalborg University,n. 1, abr. 1996.

___. “Why the New Economy is a Learning Economy”.Economia e Politica Industriale: Rassegna trimestralediretta da Sergio Vaccà. Milano:FrancoAngelis,r.l., n. 117, p. 173–185, 2003.

___; JOHNSON, Bjorn. “The learning economy”.Journal of Industry Studies, v. 1, n. 2, p. 23-42, dez.1994.

MARSHALL, Alfred. Principles of Economics: unabridgedeighth edition. New York: Cosimo, 2009.PIORE, Michael J.; SABEL, Charles F. The secondindustrial divide: possibilities for prosperity. NewYork: Basic Books, 1984.

QIAO, Guixiu: LU, Roberto: McLEAN, Charles. “FlexibleManufacturing System for mass customizationmanufacturing”. National Institute of Standards andTechnology (NIST), 2003. Disponível em:http://www.mel.nist.gov/msidlibrary/doc/flexms.pdf.Acesso em: 16 out. 2011.

SMIRNOV, Yuri. “Manufacturing Planning UnderUncertainty and Incomplete Information”.AAI Spring Simposium, Stanford, 1999. Disponívelem: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/summary?doi=10.1.1.46.4349. Acesso em: 16out. 2011.

UNCTAD. UNCTAD Stat. 2011.* Este texto é parte integrante do artigo que serápublicado na edição de dezembro de 2011 da Revistade Design, Inovação e Gestão Estratégica, doSENAI/CETIQT.

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Por | Flavio da Silveira Bruno
e Ana Cristina Martins Bruno

Data de publicação: 04/04/2012

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