Language
home » moda & varejo » moda vestuário » mercado

Mercado

Tamanho do texto  A A A
Compartilhar

Depois da crise, indústria inicia lenta recuperação

Presidente do Sintex e membro da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina,Ulrich Kuhn não “vê milagre” no setor têxtil e de vestuário para os próximos anos, mas admite: “Já dá para começarmos a olhar para frente”.

O Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário (Sintex) de Blumenau, em Santa Catarina, que representa 4,5 mil empresas do setor têxtil e de confecção, completou 65 anos de fundação em fevereiro de 2017. Liderando a entidade desde 1984, o executivo Ulrich Kuhn, que fez carreira em grandes companhias – Artex S.A., como vice-presidente (1979 a 1986); Cia. Hering, como diretor-superintendente de Mercado Internacional (1986 a 2009); e Karsten Têxtil, como membro do Conselho de Administração (1990 a 2004) –, fala sobre a situação atual do polo têxtil catarinense, segundo maior do País e que concentra no Vale do Itajaí empresas de porte como Karsten, Dudalina, Haco Etiquetas, Hering e Altenburg.

Voltada para a produção e beneficiamento de malhas, vestuário e artigos de cama, mesa e banho, a indústria têxtil ainda é uma das principais vocações da região. Segundo o instituto IEMI – Inteligência de Mercado, são produzidas por ano cerca de 200 milhões de peças da linha lar, representando aproximadamente 25% da produção nacional de artigos de cama, mesa e banho, sendo que só o segmento de felpudos (toalhas) ultrapassa 50%. Em 2016, foram produzidos no Brasil 730.879 milhões de artigos têxteis para cama, mesa e banho.

Todavia, nos últimos dez anos, a indústria local, particularmente a de têxteis-lar, foi duramente atingida, não só pela crise econômica, mas por mudanças no mercado de consumo. De perfil exportador, as empresas produtoras de cama, mesa e banho hoje faturam cerca de US$ 50 milhões anuais com exportações, mas, segundo Ulrich Kuhn, esse número já foi cinco vezes maior. Resultado: algumas não resistiram, como as tradicionais marcas Teka e Buettner, que entraram em recuperação judicial e fecharam fábricas em Santa Catarina.

Para Kuhn, 2017 terá um crescimento próximo de zero. “Não vejo nenhum milagre pela frente. Dificilmente um país que perdeu graus de investimento, como o Brasil, conseguirá se recuperar plenamente em menos de oito anos.” O dirigente, entretanto, considera que a indústria têxtil e de confecção catarinense manterá sua atividade, pois “tem tradição e capacidade para seguir em frente”. Na opinião de Kuhn, “o pior já passou”. Confira a entrevista:

ITT Press: Como está a indústria em Santa Catarina? Ela mudou a estratégia de mercado em função da crise?

Ulrich Kuhn: Por seu perfil cultural, histórico e de descentralização das atividades industriais, Santa Catarina é diferente do restante do País. No caso específico do setor têxtil, a produção não está só em Blumenau, no Vale do Itajaí, mas também em Brusque, Jaraguá do Sul e Alto Vale. A indústria têxtil catarinense divide-se no segmento de artigos de cama, mesa, banho e vestuário de malha. Em função da crise, a indústria que fabrica roupas de cama, mesa e banho sofreu muito. Têxteis-lar sempre foi um setor exportador em Santa Catarina, mas, por problemas de competividade, as exportações caíram drasticamente nos últimos anos. Empresas que exportavam de 40% a 50% de sua produção reduziram para 3% a 4%. No primeiro momento, até tentaram colocar essa produção no mercado interno, mas não deu certo. Então, não lhes restou alternativa senão adequar-se a um novo tamanho de operação.

ITT Press: E para onde destinaram seus produtos? Para o Mercosul?

Kuhn: Mercosul? Esquece! Infelizmente essa alternativa não existe devido às enormes restrições impostas pela Argentina. No passado, o mercado argentino era uma válvula de escape para a produção têxtil brasileira, mas hoje não é mais. Com isso, as indústrias de médio e grande porte tiveram que ajustar seu volume produtivo para a nova demanda do mercado brasileiro e, assim, garantir sua posição. Evidentemente que esse encolhimento trouxe reflexos na rentabilidade e saúde financeira. Algumas empresas sofreram muito e estão, como outras indústrias no País, aguardando a recuperação gradativa da economia.

ITT Press: Qual foi o ajuste sofrido pelo setor de cama, mesa e banho?

Kuhn: Uma grande empresa, com tradição de exportação, reduziu seu tamanho em 45%; outra, para 15%. Houve reduções gradativas. A grande maioria reduziu seu volume para se adequar à nova demanda.

ITT Press: E o mercado interno nesse setor, como está?

Kuhn: Está de acordo com a capacidade de compra do consumidor. Sem nenhum entusiasmo no curto prazo. O setor têxtil caiu de um modo geral em torno de 15% a 20% nos últimos três anos. Imagina-se uma pequena recuperação a partir do final de 2017. Mas não haverá milagre.

ITT Press: A estratégia de alguns produtores têxteis de colocarem sua marca diretamente no varejo foi acertada?

Kuhn: Tirando uma empresa de grande porte, que absorveu uma rede de varejo já existente, foi uma experiência isolada. Se olharmos o mundo afora, não existe rede de varejo na área de cama, mesa e banho. O que se tem, e é correto, são movimentos em menor escala, que visam mais um posicionamento da marca como ação de marketing do que uma relevância na distribuição. Muito diferente do vestuário, que funciona com loja própria, os artigos para lar fazem parte de uma oferta dentro de uma loja de decoração, complementando outros produtos. Essa é a lógica neste segmento.

ITT Press: Devido à crise, o setor de cama, mesa e banho desempregou muita gente?

Kuhn: Não. No total do universo têxtil brasileiro, este segmento não é tão representativo em empregabilidade. A indústria de vestuário desempregou muito mais. O porte das empresas de têxteis-lar está mudando. Já temos em Brusque a experiência de indústrias de porte médio, saudáveis, desenvolvendo produtos diferenciados. Essas empresas despontaram no vácuo das grandes que tiveram dificuldades de adaptação, diante da nova realidade de mercado.

ITT Press: Essa guinada também é tendência na malharia?

Kuhn: São coisas diferentes. Na área de vestuário de malharia, você tem grandes, médias e pequenas empresas. Não dá para dizer que é tendência. No caso do vestuário, é uma evolução normal. Essa mobilidade acontece à medida que as pessoas físicas criam seus negócios e se tornam empreendedoras. Muitas marcas hoje consagradas iniciaram, há 30, 40 anos, como micro e pequenas empresas. Não é tão fácil acontecer essa mobilidade no setor de cama, mesa e banho, porque se precisa de muito mais capital. São dois mundos diferentes.

ITT Press: E a malharia, qual é a estratégia? Está adotando o sistema private label, ou seja, empresa que produz com marca de outras?

Kuhn: No campo de malharia, a confecção e a produção têxtil estão muito ligadas. Uma depende da outra. Existem as empresas integradas, com um detalhe interessante: geralmente, a estrutura da indústria de malha não tem fiação. Elas compram o fio e, a partir daí, produzem e beneficiam o tecido de malha. No Brasil, existe um grupo de empresas grandes que tem malharia e confecção de vestuário. Não são exportadoras regulares e atuam fortemente no mercado interno. Nesse segmento, também as empresas reduziram seu tamanho em cerca de 10% a 20% para se adequarem à nova realidade. Com a forte queda das importações em 2016, o Brasil registrou redução em torno US$ 1,2 bilhão em vestuário. Como Santa Catarina é o maior produtor brasileiro neste grupo de produtos, a indústria local foi altamente beneficiada. Como consequência, essas empresas estão a pleno vapor, atendendo à demanda interna. Ou seja, não é que houve aumento de demanda de mercado, foi apenas substituição de fonte produtora – de vestuário importado por vestuário feito no Brasil. Porém, se houver queda do dólar, as importações tenderão a crescer novamente, em torno de 10% a 15% sobre o volume do ano passado.

ITT Press: Que lição estas empresas de vestuário tiveram ao se adaptarem para oferecer produtos que antes eram importados?

Kuhn: Nestes últimos dois anos, por pressão das redes de varejo, muitos produtores se tornaram mais ágeis e aprenderam a fazer fast fashion. Melhorou muito a produtividade para atender as grandes redes. Na verdade, a pressão do varejo sobre o fornecedor de vestuário é uma exigência mercadológica. Eles estavam acostumados a comprar no exterior com determinado câmbio, tinham uma relação de preço, e agora querem a mesma condição no mercado nacional, que, por sua vez, é pressionado na outra ponta pelo aumento das matérias-primas. É um conflito antigo. Aliás, um dos dramas das cadeias de varejo é que elas não têm fornecedores de larga escala de vestuário no Brasil. As grandes empresas de confecção privilegiaram suas marcas próprias, e não fazem mais private label. Porém, mesmo com os efeitos da variação cambial, as confecções que se prepararam vão continuar navegando muito bem. Outro dado interessante é que, na medida em que o mercado interno começa a se recuperar, no horizonte de 15 meses, haverá também aumento de demanda por matéria-prima diversificada. A indústria que não investiu não terá condições de abastecer essa nova demanda do mercado do vestuário.

ITT Press: Dê exemplo de um produto que terá maior demanda.

Kuhn: O Brasil consome em torno de 6 mil toneladas mensais de fios e produz entre 500 e 600 toneladas de fios finos de algodão penteado, por exemplo. A tendência é aumentar esse tipo de importação. Ou seja, vai ter uma demanda gradativa. Não vai ter surto violento de consumo. A curva de importação será gradual. Esperamos, com isso, que haja retomada de investimentos e que a indústria têxtil passe a crescer e produzir com maior diversificação.

ITT Press: E quais são os desafios do varejo brasileiro?

Kuhn: Em função da crise de demanda nos últimos anos, houve uma depuração no número de lojas do varejo. Mas também houve redução por razões de competência e direcionamento. Hoje, se discute o formato de varejo 4.0, e os lojistas precisam se atualizar e mudar o perfil. Quanto mais concentrado na zona urbana, mais pressão sofrerá. ITT Press: Diante deste cenário, qual a expectativa de melhoria de produtividade para as empresas têxteis de Santa Catarina? Kuhn: Na realidade, a indústria têxtil e de vestuário têm uma necessidade grande de qualificação de pessoal. E, lamentavelmente, a realidade brasileira é triste. Nos últimos anos, o salário dos trabalhadores subiu muito mais que a produtividade e, com isso, o Brasil ficou mais caro. Hoje, a indústria carece de pessoal de nível técnico médio, de pessoas com capacidade de administrar e de interpretar a nova demanda.

ITT Press: E o nosso parque industrial, está atualizado?

Kuhn: Mais ou menos. Na área de acabamento têxtil, talvez esteja melhor. Mas as máquinas são apenas uma parte componente da indústria. O processo de administração da produção, o fl uxo interno, a logística, a integração, tudo isso é tão ou muito mais importante que a própria máquina. Eu posso ter a melhor máquina de tingir do mundo, mas se não tiver um operador capacitado para tocá-la e uma boa equipe de suporte não vai adiantar nada. É preciso que o industrial compreenda que o mundo mudou e vai mudar cada vez mais. Muitos ainda pensam como 20 anos atrás. Criar empresa é fácil, geri-la é que é difícil.

ITT Press: Para finalizar, qual é a sua mensagem para o industrial têxtil brasileiro?

Kuhn: Não esperar que o governo faça por ele. O empresário deve fazer sua parte e continuar pressionando, manifestando sua posição, exigindo, se preciso nas ruas, um país melhor. O brasileiro há muito tempo desaprendeu a pensar no futuro. Está sempre preocupado com o que vai acontecer amanhã. Está na hora de se preparar para o presente sem deixar de pensar como será nossa indústria daqui a dez anos.

O Portal Textília.net não autoriza a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo aqui publicado, sem prévia e expressa autorização. Infrações sujeitas a sanções.

Publicado por ITT Press - International Top Trends - ed.106

Data de publicação: 05/06/2017

Galeria de fotos desta matéria

Conteúdo relacionado


Prefeitura de São Paulo e Fashion Revolution capacitam professores
A Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Fashion Revolution Brasil e o British Council, realiza na próxima terça e quarta-feira, 18 e 19 de fevereiro, uma sessão de treinamento para professores na região central da cidade.  2020-02-14 - Tags: prefeitura sao paulo fashion revolution british council coworking brasil

Vestuário teve forte influência na baixa inflação de janeiro
O IPCA de janeiro, de 0,21%, o menor para o mês desde o Plano Real, teve forte influência do vestuário, que apresentou deflação de 0,48%, a maior dentre todos os segmentos. Dado foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que também anuncia redução do déficit da balança comercial e do saldo negativo de postos de trabalho e aumento da produção física.  2020-02-11 - Tags: ipca abit vestuario inflacao balanca comercial producao textil

Indústria do denim investe cada vez mais na sustentabilidade
O denim sustentável foi a categoria de produto de consumo mais procurada em 2019. Foi o que revelou a edição de dezembro da Denim Première Vision, realizada em Londres que, ao contrário de edições anteriores, foi comercializada como “o evento de moda responsável do denim”, mostrando que o setor fez uma grande incursão na sustentabilidade.  2020-02-05 - Tags: denim pv londres textiles intelligence denim premiere vision londres pv21

Milano Unica unida para fortalecer 'Made in Italy'
A cerimônia tradicional de inauguração da trigésima edição da Milano Unica para a primavera-verão 2021, contou com a presença de autoridades que exaltaram a importância do setor têxtil e moda para a Itália, enaltecendo que o pais transforma materiais em “coisas” que as pessoas no mundo aspiram. Aproveitou para reforçar que o comércio internacional é uma das ferramenta da paz mundial.  2020-02-05 - Tags: ercole botto poala milano unica michelangelo pistoletto made in italy agencia ice

Varejo de moda avança no combate ao trabalho análogo ao escravo
Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, em 28 de janeiro, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) chama atenção para a valorização dos trabalhadores e respeito à dignidade humana no mundo da moda.  2020-01-30 - Tags: varejo textil abvtex moda trabalhadores vestuario

Maioria dos brasileiros ainda preferem lojas físicas
De acordo com um estudo realizado pela Lett em parceria com a Opinion Box, cerca de 64% das pessoas preferem comprar em lojas físicas. Já 28,5% dos entrevistados sempre pesquisam os preços online - mesmo quando estão em uma loja física - e 35,2%, que realizam compras em varejo físico, buscam por informações do produto na internet.  2020-01-30 - Tags: lett opinion box lojas online marketplaces dassi boutique

Prazo para regularização do Simples Nacional termina 31 de janeiro
Os pequenos negócios, que foram excluídos do Simples Nacional em 2019, têm até 31 de janeiro para regularizarem as pendências e fazerem uma nova adesão ao regime, desde que não haja débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.  2020-01-23 - Tags: simples nacional receita federal procuradoria geral fazenda nacional prazo regularizaçao

Brechós utilizam redes sociais para expandir negócio
O mercado de Brechós é um dos segmentos que mais cresceu no Brasil nos últimos anos. A oferta de peças de vestuário de qualidade a preços mais acessíveis, aliada ao conceito de sustentabilidade, fez com que o público consumidor desse tipo de negócio crescesse expressivamente, atraindo a atenção de mais empreendedores.  2020-01-20 - Tags: brechos redes sociais michelle marketing vendas brasil

Mega Moda recebeu 10,7 milhões de pessoas em 2019
O Mega Moda, formado pelos shoppings atacadistas Mega Moda Shopping, Mega Moda Park e Mini Moda, recebeu mais de 10,7 milhões de pessoas no ano de 2019. Só no mês de dezembro, foram mais de 1,5 milhão de clientes, batendo a meta traçada.  2020-01-14 - Tags: mega moda metas clientes sebrae

Sebrae e Caixa assinam convênio para apoiar empreendedorismo no país
Com o objetivo de aproximar e facilitar o acesso dos donos de micro e pequenas empresas a soluções e serviços bancários, o Sebrae firmou, no dia 10 de dezembro, um acordo de cooperação técnica com a Caixa. A ideia é criar um ambiente favorável para a inclusão bancária e a educação financeira de empreendedores que ainda não se sentem seguros em buscar auxílio do sistema financeiro para desenvolver seus negócios.  2019-12-19 - Tags: pedro guimaraes caixa sebrae abcred caixa economica federal

Renner chega à Argentina e amplia atuação no Uruguai
A Renner faz sua estreia na Argentina com a abertura de quatro lojas entre os dias 12 e 18 de dezembro, em Córdoba e em Buenos Aires. As inaugurações são responsáveis por gerar 250 empregos diretos no país e marcam a continuidade da trajetória da rede varejista no exterior, iniciada em 2017, quando abriu suas primeiras lojas no Uruguai.  2019-12-17 - Tags: renner uruguai expansao piel canela peseo del jockey inauguraçao

Varejo de moda registra crescimento em vendas
O final do ano é a época mais aguardada pelo varejo de moda, pois traz consigo a perspectiva de um aumento nas vendas de vestuário. “Nesta data as roupas sempre estão na lista de itens mais procurados, seguidas de calçados e acessórios, como bolsas, bijuterias e joias”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil).  2019-12-16 - Tags: abvtex eduardo lima iemi black friday fim de ano

Alexandre Vale comanda uma das maiores marcas de moda masculina do Nordeste
Tendo como base uma família do ramo de vestuário, Alexandre Vale sempre acreditou nos fios e nos tecidos como sua vocação. Com R$ 100 que conseguiu do pagamento de uma dívida, resolveu comprar 13 camisas e vender.  2019-11-25 - Tags: alexandra vale dlt nordeste lojas ceo branding varejo

Vicunha apresenta novo posicionamento de mercado
Com mais de 50 anos de mercado e sensível a um mundo em constante transformação, a Vicunha, referência global em soluções jeanswear, apresenta ao mercado o modelo de negócios one stop shop, com a proposta de oferecer soluções integradas em jeanswear, do fornecedor ao consumidor final.  2019-11-22 - Tags: vicunha posicionamento mercado disep jeansidentity cultura vicunha

E-commerce registra alta de 30% em outubro e fatura R$ 6,2 bilhões
Os brasileiros estão cada vez mais confiantes nas plataformas digitais como ambiente para compras. De acordo com o Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, as vendas geraram R$ 6,2 bilhões, crescimento nominal de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.  2019-11-21 - Tags: plataforma digital compre confie e commerce faturamento inteligencia de mercado

Exportações de calçados sentem impacto da guerra comercial
Influenciadas pela guerra comercial instalada entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, as exportações brasileiras de calçados caíram no mês de outubro.  2019-11-13 - Tags: guerra comercial calçados mercado compras vendas estados unidos china exportaçao abicalçados

Grupo Reserva está com 600 vagas em aberto para o fim de ano
O Grupo Reserva, detentor das marcas Reserva, Reserva Mini, Oficina, Ahlma e Eva, está com 600 vagas abertas pelo Brasil para os cargos de vendedor, auxiliar de vendas, auxiliar de caixa, auxiliar de estoque e fiscal.  2019-11-12 - Tags: reserva vaga trabalho fim de ano vendedor auxiliar de vendas auxiliar de caixa estoque fiscal

Varejo de moda vê com otimismo a abertura de mercado
O varejo de moda nacional representado pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que reúne mais de 100 grandes marcas com atuação em todo País, vê com bons olhos o plano do governo de promover a abertura de mercado e a redução das alíquotas de imposto de importação para vestuário e calçados - de 35% para 12% e de 35% para 15%, respectivamente, até 2022.  2019-11-08 - Tags: abvtex edmundo lima 2022 varejo aumento vestuario calçados

Vagas temporárias podem crescer 7% até o fim do ano
Com a chegada do fim do ano, a busca por vagas temporárias pode ser uma ótima oportunidade para quem busca uma renda extra, recolocação no mercado de trabalho ou a chance de arrumar o primeiro emprego. A FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo) aponta que o setor de vestuário tende a contratar mais até o final do ano.  2019-11-01 - Tags: fcdlesp black friday natal fgts

Prefeitura divulga raio X da indústria da moda na cidade de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo divulgou, em outubro, um estudo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que mostra que a indústria da moda no município teve um aumento de 4,9% na geração de empregos de 2012 a 2017.  2019-10-31 - Tags: prefeitura raio x moda aumento empregos mei spfw paulo borges aline cardoso