Ponto de Vista: Ermenegildo Zegna, 100 anos de moda e inovação

Esmerada alfaiataria, tecnologia de ponta e inovação no design garantem lugar de destaque entre as mais importantes marcas do segmento de moda masculina voltada ao mercado de luxo.

Villa Zegna, Trivero, Itália
Os números da marca italiana por si só garantem ao seleto mercado de moda masculina os desejos de dez em cada dez homens: vestir Zegna.
Com 525 lojas, mais de sete mil funcionários, uma produção anual em torno de dois milhões e trezentos mil metros de tecidos, seiscentos mil costumes, um milhão e seiscentos mil artigos para o segmento casual e quase dois milhões de acessórios, fazem com que essa marca seja o orgulho da moda italiana.
Já na quarta geração frente aos negócios, tudo começou em 1910, na cidade de Trivero, região de Biella, na Itália quando seu fundador o relojoeiro Angelo Zegna decidiu abrir uma fábrica de lã batizada de Lanifício Zegna. Pouco depois passou o comando da indústria para as mãos do seu filho mais novo, Ermenegildo Zegna, nascido em 1892. A missão proposta por Ermenegildo foi a busca constante da fabricação dos mais finos tecidos do planeta, inovação do design voltado à alfaiataria masculina e a criação e desenvolvimento de acessórios e artigos em couro preciosos e esmerados.
Em pouco tempo seus tecidos já tinham participações consideráveis nas principais coleções masculinas e eram disputadíssimos junto aos homens de negócios e bom gosto. Ainda hoje o Lanifício Ermenegildo Zegna cercado por belas paisagens e por uma natureza incrível continua ativo e em franca produção. Com seus 450 empregados é um exemplo de integração entre empresa e comunidade conforme os objetivos originais do sr. Zegna: ajudar no desenvolvimento da região através da geração de empregos, da implantação de um hospital, de uma escola e de um clube para garantir o bem estar dos funcionários.
Numa conversa com Gildo Zegna, CEO do grupo, Paolo Zegna, presidente e Anna Zegna, diretora de marketing é fácil perceber os conceitos e diretrizes muito presentes e herdados dos seus antecessores que fazem com que a marca continue a ocupar real destaque no mundo da alta moda.
Ao contrário do que pensam as crises não atingiram pontualmente o mercado de luxo em razão da inegável qualidade oferecida em seus produtos. “Talvez o que possa estar acontecendo é que o consumidor ao invés de comprar três ou quatro costumes opte por um. Nossa filosofia de trabalho tem quase cem anos e a marca Zegna oferece, além da tecnologia têxtil e de confecção, estilo de vida. Talvez aí esteja a resposta para a relação com nossos clientes: lealdade e fidelidade com a marca” comentou Anna Zegna.
A evolução dos negócios na área têxtil cruzou as fronteiras da Europa e atingiu o Japão e os Estados Unidos. No final dos anos de 1960 enveredou para a área do design em vestuário masculino lançando suas primeiras coleções de prêt-à-porter e, nos anos de 1970 passou a oferecer os serviços de alfaiataria sur-mesure. Hoje têm mercado cativo na China, Índia, Brasil e está apostando muito no mercado latino americano. A empresa busca por surpreender, cada vez mais, seus seguidores com tecidos ainda mais sofisticados, leves, suaves, refinados, funcionais e com diferentes acabamentos como antimanchas, reguladores da temperatura do corpo e condição de adaptação para diferentes zonas climáticas.
Os pontos fortes e as novidades em tecidos

Microsphere -Trata-se de tecido com acabamento antimanchas elaborado com nanotecnologia;
Elements - Com uma tecnologia de “membranas” se adapta a diferentes temperaturas ajudando na manutenção da temperatura corporal;
Oasi Cashmere – Uma construção têxtil elaborada com fios 100% cashmere com tingimento orgânico;
Cool Effect – Permite aos tecidos tingidos com pigmentos escuros refletir os raios ultravioleta do sol proporcionando a redução da temperatura corporal em até 10ºC
Centennial Vellus Aureum - Neste ano em comemoração aos cem anos da empresa foi desenvolvido um novo tecido 100% lã de 11,1 mícron batendo um recorde nunca imaginado. Nas tecnologias anteriores chegou-se a um tecido 100% lã de 13,9 mícron.
A coleção verão 2011-12: urbana e muito chique
O homem Zegna, plenamente voltado à elegância e à harmonia entre a aparência física e o interior como forma de expressar-se cada vez mais e melhor instiga Alessandro Sartori, diretor de criação da marca em mostrar nas passarelas coleções que se superam. Para a próxima temporada modelos com mesclas de estilos, cores e construções têxteis em tecidos ultraleves com misturas de linho, seda e lã. Nas cores destaque para o azul pastel, alaranjados, verde sálvia, azul marinho e marron. As silhuetas são bastante fluídas, naturais e frescas. Continua o paletó com três botões, retos ou abotoamento cruzado e as jaquetas no estilo marinheiro e aviador, além da presença das parkas. As peças em couro como segunda pele vêm superfinas e em diferentes tonalidades, sempre com o uso do tingimento natural.
Veja as fotos do desfile primavera/verão2011-12 da marca.
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Por: Carlos Simões
Crédito: Divulgação
Data de publicação: 10/08/2010































