Não basta ser diferente,é preciso se diferenciar
Localizada na área industrial de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, a Teda Malhas é uma jovem empresa que acaba de completar 25 anos em plena forma, ávida por pesquisa, tecnologia e crescimento. Para se manter no competitivo mercado têxtil, tomou duas decisões estratégicas: ampliou a linha de produtos e renovou a equipe comercial. O processo de renovação, batizado de “Ciclos”, já está trazendo resultados que podem ser percebidos pelo atual momento que a Teda Malhas vive.A empresa foi uma das participantes da 37a edição do SENAC Moda Informação, realizado em março, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, apresentando sua coleção Verão 2012. “Pela terceira vez, participamos como apoiadores deste evento de moda que é sinônimo de informação e negócios”, comenta o gerente comercial Edson Brazzarotto.Atenta às tendências mundiais e ao respeito pelo meio ambiente, a empresa também acaba de lançar uma nova marca, Vivus, tecidos feitos com fios originados da reciclagem de embalagens PET. “Reconstruir a vida com atitude”, o conceito da marca, reflete a forma como a Teda Malhas encara a questão da sustentabilidade.
Só básico é coisa do passado
Inicialmente voltada para o mercado feminino, Teda Malhas passou a fabricar também para o setor masculino, sempre em malhas básicas e tradicionais. Era preciso inovar. “Ao contrário dos outros que produziam commodities, passamos a incluir matérias primas diferenciadas na construção das malhas, além de trabalhar melhor o tingimento e o acabamento de nossos artigos. Começamos a agregar valor ao produto e construímos uma sólida carteira de clientes em todo o País”, revela o gerente, acrescentando que hoje a empresa trabalha com 50% diferenciados e 50% básicos. “Hoje, as empresas sabem que não se trata mais de vender um determinado produto ao cliente, mas conhecer e saber quais as suas necessidades para então criar e produzir o que ele precisa e busca. É desta forma que nascem as coleções da Teda, acompanhadas, é claro, de muita pesquisa desenvolvida tanto interna como externamente”, comenta Brazzarotto.
Do “Ciclos” ao momento
A Teda Malhas conta com 140 funcionários internos e 40 representantes ou “consultores de vendas”, como prefere Brazzarotto. A atualização e renovação destes profissionais tem sido uma das principais preocupações do plano de reformulação da empresa. “De nada adianta reformular o mix de produtos”, diz o gerente, “sem atualizar e investir na formação do profissional”. Ele explica que o quadro de consultores de vendas foi repensando dentro de um novo perfil: um profissional antenado com a moda, “que fale a linguagem das tendências e temas, da qualidade e da tecnologia de construção dos tecidos de malha”. Em outras palavras, que conheça profundamente o produto com que está lidando, para poder identificar melhor as oportunidades de negócio e oferecê-lo aos confeccionistas.A renovação da Teda começou há um ano e meio, com novas contratações e formação de equipes. “José Eduardo (Tedesco), nosso diretor, está sempre atento ao que acontece em novas construções de malhas”, conta Brazzarotto. “Temos um comitê que reúne os setores comercial, de produto e desenvolvimento técnico e, em equipe, decidimos o que é viável. As três áreas devem estar em sinergia para trazer bons resultados para a empresa”.O gerente não revela números, mas garante que o investimento em tecnologia tem sido alto com a aquisição de novas máquinas. Atualmente, 32 máquinas produzem 200 toneladas de tecido de malha por mês.Além das unidades de produção de malha, a companhia conta com uma unidade de estamparia digital, que pode desenvolver, com exclusividade, o tipo de estampa desejada pelo cliente. A quantidade mínima estabelecida, no entanto, é de 400 metros de tecido. Segundo Brazzarotto, o segmento de estamparia digital é importante porque garante diferenciação aos artigos têxteis. “As grandes marcas querem exclusividade do produto. Existe um grande mercado na estamparia digital a ser cada vez mais explorado. É com isso que trabalhamos também”.Quanto à participação em feiras, ele é enfático. “Participamos de eventos como o SENAC Moda e de alguns regionais. Pretendemos, sim, retomar a participação em feiras na medida em que realmente cresça a credibilidade desses eventos”.
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Por | Alejandra Osses
Fotos | Divulgação
Data de publicação: 06/01/2012






