Um giro pela Europa
Editorial ITT PRESS TRENDS INTERNATIONAL TEXTILES TEXTÍLIA PRESS No 63
Após exaustivos preparativos e do enorme sucesso do 1º Encontro Empresarial da Cadeia Têxtil, não me saem da cabeça as palavras do especialista Daryl Abraham, um dos palestrantes que abrilhantaram as comemorações de 15 anos do Grupo MJC|Textília. Daryl, diretor-executivo da Target Sourcing Services/AMC, rede de 1.400 lojas espalhadas por 47 estados norteamericanos e receita anual de US$ 50 bilhões, atrás apenas do Wall Mart, foi enfático ao revelar que design, inovação e preços competitivos é o quea Target espera de seus fornecedores mundo a fora.
Em 23 dias de viagem pela Europa, participando da SIMM – Semana Internacional da Moda de Madri; Interfiliére; Lyon Mode City; Texworld; Première Vision Pluriel e Maison et Objet, em Paris, ficou fácil certificar-me da importância das palavras de Daryl. Arrisco a dizer que o mundo têxtil e o da moda, cada vez mais, irão se estabelecer em três níveis de negócios. O primeiro concentra as commodities, aqueles produtos de massa que convencem graças aos preços baixos. Trata-se de uma filosofia de negócios baseada no “ganha mais quem vende mais e com preços baixos”. Os asiáticos são a força deste segmento. O segundo nível trabalha num mercado intermediário – que nada tem a ver com a estratificação social. Neste nicho, o produto é dirigido para um consumidor com nível cultural, informação e exigências maiores. E é necessário alimentar o consumo com informação e produtos diferenciados. Para entender este segmento, a palavra-chave é qualidade com preço justo. É o filão que melhor se encaixa na realidade da América Latina.
Já o terceiro nível, o do alto luxo, é restrito e exclusivo para poucos no mundo. Movimenta um volume pequeno, mas com produtos com alto valor agregado, design, materiais e base tecnológica moderna. Sabendo desta estratificação, a grande meta será descobrir rapidamente como motivar o mercado a atuar neste ramo intermediário.
A confecção e o varejo precisam elevar a qualidade de seus produtos, ainda que tenham preços baixos ou focados no consumo popular. Afinal, não é porque custa pouco que uma peça precisa ter vida útil limitada. A Europa já entendeu tudo isso há muito tempo, inclusive com legislações rígidas. Quem produz precisa respeitar quem consome – não importa se pagou centavos ou milhões. Assim, o direito se consolida. Nas próximas páginas desta edição você terá uma cobertura de importantes feiras e semanas de moda nacionais e internacionais; um mergulho na fusão empresarial de grupos consolidados com grandes marcas, as apostas do O/I 06/07, a antecipação da P/V 07 e o conceito transacional 07/08.
O Portal Textília.net não autoriza a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo aqui publicado, sem prévia e expressa autorização. Infrações sujeitas a sanções.
Por: Maria José de Carvalho
Publisher
Data de publicação: 10/02/2012







