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Mesa redonda virtual discute retomada dos negócios na indústria do denim

Que caminho as tecelagens de denim devem seguir para retomar suas atividades, após a pandemia de covid-19? Embora não se arrisque um palpite de quanto tempo vamos viver em isolamento social e quais serão os impactos da crise na economia, o fato é que o consumo de vestuário, ainda que sofrerá queda, não deixará de existir e as empresas, que estavam com coleções prontas para a temporada do primeiro semestre, já se preparam para o “novo mercado” que surgirá depois da quarentena. Um debate virtual, promovido pelo Guia Jeanswear, reuniu os maiores fabricantes de denim brasileiro para discutirem o tema.

Tendência e realidade

As tendências internacionais apontam para a valorização dos tecidos multifuncionais, com fatores de proteção e durabilidade; fibras tecnológicas; materiais ecológicos que privilegiem conforto e sustentabilidade; alternativas ao algodão, como fibras de cascas de frutas, utilização de fios reciclados a partir de resíduos têxteis. Os líderes do setor de denim foram instados a falar como estão redirecionando suas coleções para a retomada do comércio. Ainda que muitas empresas, principalmente confecções e marcas de moda, tenham conseguido manter as vendas pelo e-commerce, as lojas físicas – que estão fechadas em função da quarentena – ainda são o principal canal de compra dos consumidores de vestuário. E como estará o ânimo deste consumidor, após o trauma da pandemia?  Embora reconheçam a gravidade da situação de saúde e que o primordial, neste momento, é salvar vidas, as empresas, mesmo comprometidas com a proteção e a saúde de seus colaboradores e da sociedade, se mostram também preocupadas com as consequências da paralisação prolongada da atividade econômica. No Brasil, ações de isolamento social e a quarentena se iniciaram a partir do dia 18 de março, de forma descoordenada e com restrições severas ao comércio considerado “não essencial”, afetando drasticamente a venda de produtos têxteis, principalmente, vestuário. A falta de um planejamento para o fim das restrições por parte dos governadores, que assumiram o protagonismo das medidas, também dificulta os planos de reposicionamento das indústrias. Veja, a seguir, o que cada um dos participantes do webinar disse sobre a situação atual e o futuro nos próximos meses.

  • Santista

Gilberto Stoche, presidente da Santista Jeanswear, que doou tecido para produção de 70 mil máscaras e 5 mil peças de roupas hospitalares, como medida de apoio ao combate ao covid-19, disse: “O que estamos vivendo hoje nunca havíamos enfrentado antes. Estamos lidando com um vírus, um inimigo invisível que atinge a todos. Na Santista, flexibilizamos os horários e muitos estão trabalhando em home-office. Com relação ao negócio denim, o fato é que o mundo está em crise e a demanda muito baixa, portando, a tendência é de racionalidade na linha de produtos, sem deixar de atender o conforto exigido pelo consumidor”.  O executivo comenta que, embora a empresa possua um departamento de criação e desenvolvimento forte e bem estruturado, não é cabível, neste momento, um mostruário com centenas de amostras para os clientes. “Temos que entender nosso papel na sociedade. Com o isolamento social, a conscientização para a sustentabilidade deverá crescer. A Santista é pioneira em tecidos funcionais e tecidos leves e confortáveis e está pronta para atender a demanda, assim que ela voltar. Vamos sim, sair arranhados dessa crise, mas ao mesmo tempo, vamos nos fortalecer pois fomos capazes de enfrentar a situação e se adaptar à realidade do mercado”.

  • Vicunha

German Alejandro Silva, diretor comercial da Vicunha Têxtil, acredita que na retomada, as pessoas estarão mais preocupadas em como gastar o dinheiro, pois o impacto econômico será forte. “Daqui pra frente o olhar do consumidor tende a ser mais atento em relação ao comportamento das empresas, inclusive, suas ações durante a pandemia”. A Vicunha, em apoio às instituições hospitalares para atender às necessidades mais urgentes no combate ao coronavírus, doou 27 mil máscaras para secretarias de saúde do Ceará e do Rio Grande do Norte, estados onde a companhia possui operações industriais. “Hoje, estamos com o caixa reduzido, e certamente, não conseguirmos recuperar tudo em dois ou três meses, pois a velocidade do impacto foi grande. Mas a empresa está preparada para seguir em frente. Precisamos estar mais focados e não podemos errar. Apostar na estratégia de comunicação junto aos pontos de venda é fundamental, para que a mensagem da indústria chegue ao consumidor. Temos que pensar juntos como uma cadeia produtiva. O meu grande aprendizado nesta crise da pandemia foi a cooperação e a sinergia entre a empresa e todos os seus colaboradores e fornecedores. Temos que ter planejamento de médio e longo prazo. Não dá para se pensar em fazer produto barato apenas para aproveitar oportunidade”.

  • Cedro Têxtil

Diante da pandemia global sem precedentes, a fabricante de denim e sarjas Cedro Têxtil, com sede em Minas Gerais, doou 20 mil metros de tecido ao governo estadual para a produção de uniformes para profissionais de saúde e roupas de cama hospitalares além de pares de luvas e aventais para hospitais e Corpo de Bombeiros.  Marco Antonio Branquino, CEO da companhia, não prevê grande alteração na tendência de consumo no Brasil.  Segundo ele, o consumidor brasileiro costuma priorizar conforto, modelagem e vida útil do produto na hora da compra. Com essa pandemia, o conceito de vestuário indoor está sendo revisto, uma vez que o trabalho home-office requer roupas mais confortáveis, porém, que não sejam só pijamas ou abrigos esportivos. Há espaço para o jeans também, acredita o diretor. “Temos bases com alto poder de stretch, em tecido leve, uma coleção bastante competitiva. Também tecidos diferenciados que serão disponibilizados à medida das necessidades dos clientes. Mais do que número de coleções, é preciso estar em sintonia com os nossos clientes através dos meios digitais. Esta paralisação está servindo para calibrar a produção”, comenta o Marco Branquinho, acrescentando que sustentabilidade está no mindset da Cedro. “Nos últimos sete anos implementamos mais de 20 projetos de melhorias e políticas internas que valorizam e respeitam o meio ambiente. cujas sugestões partiram dos nossos colaboradores. Mas sustentabilidade hoje tem custo e tira a competividade quando comprado a produtos que são importados e que não seguem o mesmo padrão”. Para o diretor da Cedro, indústria com quase 150 anos de existência e que testemunhou diversas crises ao longo de sua história, este é o momento mais difícil enfrentado pela empresa: “É preciso fortalecer a cadeia têxtil como um todo, principalmente, dar apoio às confecções. O sentimento “Feito no Brasil”, que desperta agora por conta da pandemia, não pode ter um aspecto puramente nacionalista, mas sim de valorização da qualidade do produto que entregamos ao mercado. Precisamos defender o “Bem-feito no Brasil”, em termos de produto, serviço e atenção ao cliente, e ter transparência em toda a cadeia, de forma integrada. É daí que virá nossa recuperação”.

  • Santanense

Eleonora França, gerente de marketing e de produto da Santanense destaca a linha de tecidos funcionais e confortáveis que a empresa oferece.  “O estilo precisa se adequar ao momento que o consumidor está passando. Essa preocupação legitima com a saúde vai permanecer por algum tempo, pois não há ainda uma vacina contra o coronavírus. Para desenvolver um tecido novo é preciso pensar que ele vista bem no corpo e que tenha preço justo ao consumidor”. A executiva também aponta o fortalecimento do conceito de roupa versátil que sirva tanto indoor quanto outdoor – que seja confortável, leve e prática.  “O home-office está se tornando uma realidade dentro das empresas. As pessoas hoje, embora estejam trabalhando em casa, estão se sentindo no ambiente de escritório, e portanto, o cuidado no vestir deve ser levado em consideração”, ressalta, acrescentando que malhas, por seu conforto e praticidade, têm sido a peça mais utilizada, mas os tecidos planos também podem oferecer conforto ao usuário, com bases mais leves e acabamentos funcionais. Eleonora França disse ainda que a Santanense está operando, desde o dia 20 de março, seguindo rígidos protocolos de higiene e proteção dos seus colaboradores e que a empresa trabalha com sustentabilidade há muito tempo, priorizando o trabalho social nas comunidades onde possui fábricas instaladas. “Não é hora de pensar em concorrência, mas, sim de nos unirmos e buscar soluções para atravessar esta crise”.

  • Jolitex

Claudete Del Vecchio, gerente de produto e marketing da Jolitex Denim, destaca que a empresa utiliza processos sustentáveis na produção dos tecidos, mas não faz marketing disso. “Nós fazemos uma coleção enxuta por ano e vamos lançando aos poucos no mercado. Não precisamos ter várias bases no mix e nem buscar efeitos especiais em lavanderias internacionais. Temos bons fornecedores parceiros no Brasil. Infelizmente, nosso setor não é unido. Espero que a partir dessa crise surja de fato um espirito de coesão maior”. Ela ressalta que o papel dos representantes e vendedores é muito importante para levar os produtos ao confeccionista. “O têxtil é táctil. O nosso setor não funciona apenas no virtual, é necessário o contato com o produto. Estou um pouco cética quanto ao aumento da demanda no pós-crise. A economia estará fragilizada, por isso, estamos trabalhando com que temos na fábrica e não ampliaremos a coleção. Temos que ter cautela nesse momento”.

  • Covolan

Aline Nobrega Cabal, gerente de marketing e planner da Covolan Têxtil, lembrou que no dia 20 de maio comemorou-se o Dia Mundial do Jeans, uma peça que atravessou séculos e que continuará no guarda-roupa do mundo por muitas gerações. “Tecnologia e inovação não faltam ao setor de denim e ele vem se aperfeiçoando ao longo dos anos, conforme às exigências do mercado. Nós nos adaptamos à situação atual, em que o contato digital tem sido fundamental e muito rico. O mercado é puxado por grandes players do varejo. Sustentabilidade está intrínseca em nossa cultura industrial e ela é baseada em três pilares: social, econômico e ambiental”. Aline Cabral diz que há 20 anos a Covolan atua no mercado de denim e há 14 anos incorporou certificações em seus processos como tratamento de efluentes, redução no consumo de água e de produtos químicos, mas alerta:  “Sabemos que nem todos que atuam no setor seguem normativas ambientais. Precisa haver mais transparências na divulgação. Cada vez mais, os magazines querem produtos sustentáveis, zero de descartes e reaproveitamento de matérias-primas”. Otimista, ela acrescenta: “Nós acreditamos que não haverá tanta restrição do consumo após a pandemia. As pessoas vão querer comprar, sim, mas com moderação já que terão que reduzir gastos e equilibrar orçamento. É hora de olharmos para dentro de nossos arquivos de produtos e resgatar o que já deu certo, colocando-os de volta ao mercado, acrescentando inovação”.

  • Santana Textiles

“Na nossa empresa, vamos aproveitar o mix de produtos que temos. Por estarmos localizados no Nordeste, temos uma visão diferente de mercado consumidor. O que se vende no Nordeste não é o mesmo no Sul ou Sudeste. Fazemos coleções focadas por região. O Brasil é um país muito diversificado na cultura e nos costumes. Não fazemos perfumaria. Produzimos tecidos para serem vendidos”, diz Antonio Manzarra, diretor comercial da Santana Textiles. O executivo conta que a Santana faz dois pré-lançamentos por ano e alguns mensais, conforme a demanda do cliente. “Temos agilidade para isso. Os clientes nos passam um briefing e a nossa equipe desenvolve os artigos dentro das especificações. Nós valorizamos o profissional brasileiro. Temos que trabalhar com nossa lavanderia, com as nossas fiações. É preciso valorizar o tecido feito no Brasil. Eu não tenho estoque. Tudo que produzo é vendido sob planejamento. Tecido em estoque é passivo para empresa e nessa época de crise, é um desastre. Hoje muitas empresas estão em apuros por não terem planejado a produção antes, e nada tem a ver com a pandemia”. Para Manzarra, é preciso estar sempre preparado para imprevistos. “É questão de planejamento. O que eu faria se estivesse com milhões de metros estocados hoje? Sabendo que certamente haverá muita desistência de pedidos. Crise não acontece uma vez só e poderá se repetir. Já vivenciamos tantas”. O diretor da Santana Textiles acredita que “num primeiro momento” haverá uma reação do consumidor favorável ao produto nacional, por aliar à origem da pandemia à China, mas isso não será permanente. “O que temos que fazer são produtos que atendam à realidade do nosso mercado. Ter catálogos com centenas e centenas de amostras, por exemplo, não é viável até mesmo pela questão da sustentabilidade”.

  • Capricórnio

João Bordigon, diretor de marketing da Capricórnio Têxtil, diz que a empresa atua com representantes em todo o Brasil e eles exercem curadoria, dando consultoria aos clientes para o desenvolvimento das coleções. “Na Capricórnio já estamos focados na fase de retomada. Não sei se existirá um pós-covid19, não sei quanto tempo vai demorar para a gente andar livre, sem o uso de máscaras. É uma crise nova, de cunho sanitário que não vivemos antes, portanto, temos que trabalhar com o cenário que está no momento. Estávamos com perspectivas muito boas, o ano começou espetacular, mas fomos atingidos por um meteoro e agora estamos revendo os planos”. Com relação às tendências internacionais, Bordigon sugere que é preciso adaptá-las para a realidade brasileira. “Creio que no pós-pandemia, o movimento slow fashion deverá se acentuar. Haverá forte diminuição na demanda o que exigirá uma produção menor. Faremos um lançamento e colocaremos alguns artigos pontuais ao longo do ano. Temos um portfólio pequeno e bem direcionado”. O executivo aponta que no segmento denim, poderá crescer a procura por tecidos mais elastizados, que trazem maior conforto; texturas maquinetadas, moletom e cetim. “A Capricórnio é uma empresa sustentável. Temos parceria com a lavanderia e tinturaria Pizarro (Portugal), especializada em acabamento ecológico. Nesse momento, em que temos que reduzir a quantidade de artigos, a lavanderia torna-se uma grande aliada para transformar os tecidos, usando a mesma base”. Ele também acredita que haverá alterações na cadeia global de fornecimento após a pandemia.  “Apesar de a indústria do denim brasileira ser pujante, temos pouca relevância no mercado global. Acho que a cadeia de fornecedores será alterada, com olhar menos voltado para a Ásia. Esta talvez seja a oportunidade dos produtores brasileiros, por isso defendo que a cadeia do denim nacional esteja unida para superarmos juntos os desafios que virão. Precisamos, também, nos mantermos mais ativos na vida associativa”.

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Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

Data de publicação: 22/05/2020

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