São Paulo Prêt-à-Porter busca espaço no calendário
A SãoPaulo Prêt-à-Porter – Feira Internacional de Negócios para Indústria de Moda, Confecções e Acessórios, nova e atraente opção para o setor e, principalmente, para o varejo, fechou o balanço com bons negócios realizados para a próxima temporada outono-inverno 2012. Contou com uma participação em torno de 500 marcas nacionais e internacionais voltadas aos segmentos: feminino, masculino, moda festa, jeans, camisaria, malharia e acessórios. Na área internacional, a feira mantém apoio e acordo com a EMI – Ente Moda Itália, organização voltada à promoção internacional, criada em 1983 para promover, difundir e valorizar o “Made in Italy” no exterior. Ela trouxe, pela segunda vez, um novo grupo de seis empresas italianas para a prospecção e realização de negócios com o Brasil.
Entre elas, o grupo Sviluppo Tessile, proprietário da marca Julian Keen, da região de Puglia, Itália, voltada ao mercado de moda masculina com posicionamento de produto na faixa média -alta e com 650 pontos de venda na Europa, China e Japão, participou da feira com o objetivo de investir no mercado brasileiro. “Estamos em busca de uma parceria para abertura de uma loja na cidade de São Paulo e pretendemos concretizar esta ação entre um e dois anos”, afirmou Salvatore Toma, proprietário da grife.
“Out of Itália”
Pelo mundo é comum ouvirmos que o Brasil confirma seu crescente papel no mercado estratégico do cenário internacional. Entre as economias emergentes ou BRICS, o País e os membros do Mercosul representam, sem sombras de dúvidas, um oásis de boa-venturança para os negócios. Para a Itália, esse é o momento para estreitar relações comerciais com o bloco. Após sua primeira participação no ano passado na São Paulo Prêt-à-Porter, o Ente Moda Itália, em conjunto com o SMI - Sistema Moda Itália – Federazione Tessile e Moda, representante e interlocutora oficial do setor, lançaram um novo projeto promocional chamado Italian Fashion, patrocinado pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico do país, inteiramente dedicado às empresas italianas para facilitar a presença do setor têxtil e moda no mercado brasileiro e sul-americano. “Desejamos oferecer às empresas italianas uma plataforma que lhes permita realizar contatos com o mercado sul-americano e desenvolverem formas concretas, comerciais e produtivas. O mercado brasileiro é fortemente protegido, mas conforme dados da federação, as exportações para o Brasil cresceram em 23,3%”, declarou Alberto Scaccioni, executivo da EMI e ratificado por Paolo Bastianello, vice-presidente do SMI. Ambos acreditam que no médio prazo haverá uma melhora na política de proteção e que a evolução do mercado premiará empresas e marcas que deixaram implantadas as bases e se farão conhecer neste importantíssimo mercado brasileiro. A Itália, paralelamente às ações comerciais com o Brasil, está investindo no mercado chinês com produtos de altíssimo valor agregado (Veja matéria na seção Mercado/Tendências).
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Por | Carlos Simões
Data de publicação: 10/05/2012





