Firjan valoriza eventos de moda no Rio
Durante coletiva de imprensa para abertura da semana de moda e negócios carioca, o presidente em exercício do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, reconheceu a importância da economia criativa para o Estado do Rio de Janeiro “Há dez anos a Firjan acordou para os diversos aspectos que norteiam a moda”, admitiu ao fazer um balanço da atuação da entidade em favor do setor que envolve, entre outros segmentos, a indústria têxtil e confecção. O encontro com os jornalistas, que aconteceu na Casa Firjan da Indústria Criativa, nova sede da feira de negócios Rio-à-Porter, contou com a participação do diretor criativo do Fashion Rio, Paulo Borges, o diretor-superintendente do Sebrae-RJ, Cezar Vasquez, o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Aguinaldo Diniz Filho, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, o secretário de Turismo do Município do Rio, Antônio Pedro Figueira de Mello, e da diretora-executiva de Marketing e Vendas do Boticário, Andrea Mota.
Para marcar a nova fase da Firjan, que nos últimos anos vem apoiando os eventos de moda, arquitetura e design do Estado, Bittencourt anunciou o lançamento do livro “10 Anos de Moda no Rio de Janeiro” e lembrou que o Rio-à-Porter, que até a 18ª edição era realizado simultaneamente aos desfiles do Fashion Rio, no Píer Mauá, região central da cidade, agora tem um espaço próprio. “Compramos este palacete (localizado no elegante bairro de Botafogo) e vamos trabalhar para transformá-lo no endereço da Indústria Criativa do Rio”, ressaltou o dirigente. A nova fase também está visível com uma nova logomarca que acompanha a atuação do Senai Moda e Design, mas que também abrange toda a cadeia da Indústria Criativa do Rio (moda, arquitetura e design). De acordo com estudo da Firjan, em 2010 as atividades da indústria, serviços e comércio pertencentes à esta cadeia no Rio de Janeiro empregavam 974 mil trabalhadores, quase um quarto dos trabalhadores formais do estado (24%). Segundo a entidade, estes três setores detêm 20% do total de trabalhadores do estado e 84% do total da cadeia criativa fluminense.
Moda de valor
Hoje, o Rio de Janeiro possui 13 polos que reúnem cerca de 4 mil empresas de confecção. O setor gera 55 mil postos de trabalho e, considerando toda a cadeia produtiva, mais 90 mil empregos indiretos. O Fashion Rio e o Rio-à-Porter 2012 acontecem em meio a um bom momento da indústria. De acordo com estudo da Firjan, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Rio de Janeiro apresentou crescimento nas exportações de moda em 2011 (jan-nov), saltando de US$ 9,414 milhões para US$ 22,027 milhões, o que representou um aumento de 134%. O estado também apresentou valorização de 185,9% no preço médio de seus produtos de moda exportados, passando de US$ 32,30/kg em 2010 para US$ 92,34/kg em 2011. Ainda segundo a Firjan, o preço médio da moda fluminense é o maior entre os estados exportadores, confirmando a vocação do estado do Rio para a produção de moda com alta qualidade e diferenciação.
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Edição: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação
Fonte: Approach
Data de publicação: 11/01/2012






